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Incêndios ameaçam centros urbanos densamente povoados

Incêndio Parque do Guará DF Misto Brasil

Bombeiros tentam controlar o incêndio que pode ter sido provocado/Arquivo/Joel Rodrigues/Agência Brasília

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As mudanças climáticas globais estão elevando as temperaturas e prolongando as temporadas de seca, criando condições para os incêndios florestais

Por Misto Brasil – DF

Com diversos incêndios florestais à sua volta, a cidade de Los Angeles, Califórnia, é o mais recente na série crescente de centros urbanos ameaçados de destruição pelas chamas descontroladas, à medida que as temperaturas globais sobem.

Alimentados por ventos fortes, os incêndios se alastraram por áreas densamente povoadas, causando pelo menos cinco mortes e destruindo milhares de edifícios.

Leia – focos de incêndio continuam no estado da Califórnia

No verão de 2024 no Hemisfério Norte (junho a setembro), colunas de fumaça negra dominavam o céu por trás do icônico Partenon, enquanto o fogo grassava pelos subúrbios de Atenas.

Na mesma época, um incêndio consumiu os bosques do Monte Mario, no centro de Roma.

De Halifax, Canadá, à Cidade do Cabo, na África do Sul, a japonesa Nanyo City e agora Los Angeles forçaram milhares de pessoas a deixar suas casas nos últimos meses.

As imagens dessas catástrofes tornaram-se um símbolo eloquente e uma advertência de que, não mais confinados a distantes áreas rurais ou agrestes, agora os incêndios florestais estão também tendo enorme impacto sobre as metrópoles.

As mudanças climáticas globais estão elevando as temperaturas e prolongando as temporadas de seca, criando assim condições em que incêndios florestais queimam mais rápido, por mais tempo e com violência maior.

Segundo dados recentes da ONG de pesquisa global World Resources Institute, os incêndios florestais atuais sacrificam duas vezes mais árvores do que duas décadas atrás.

O crescimento das cidades em todo o mundo igualmente acentua sua vulnerabilidade ao fogo.

“Elas estão se expandindo, e é sobretudo esse fenômeno que aumenta o risco de os incêndios florestais afetarem a população e as casas”, confirma Julie Berckmans, especialista em avaliação de risco climático da Agência Europeia do Meio Ambiente (AEA), informou a DW.

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