As incertezas duraram até a manhã desta sexta-feira, quando o gabinete informou que um acordo para libertar os reféns havia sido alcançado
Por Misto Brasil – DF
O gabinete de segurança de Israel aprovou nesta sexta-feira (17) o acordo de cessar-fogo na Faixa de Gaza, que inclui a libertação de reféns, conforme fora anunciado pelo presidente dos EUA, Joe Biden, e o governo do Catar.
As incertezas duraram até a manhã desta sexta-feira, quando o gabinete do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, informou que um acordo para libertar os reféns havia sido alcançado.
O acordo será agora submetido à aprovação dos demais ministros do gabinete de Netanyahu antes da assinatura final. A Suprema Corte israelense ainda deve ouvir petições contra determinadas partes do pacto, embora muitos entendam que o tribunal não deverá intervir.
O acordo, que deve entrar em vigor no próximo domingo (19), poderá pôr fim aos combates e bombardeios na Faixa de Gaza e dar início à libertação de dezenas de reféns mantidos no enclave palestino desde os ataques terroristas do grupo islamista Hamas em Israel, em 7 de outubro de 2023.
O pacto anunciado na noite de quarta-feira permitirá a libertação de 33 reféns nas próximas seis semanas em troca da libertação de centenas de prisioneiros palestinos e da retirada das forças israelenses das áreas mais populosas de Gaza.
Após a fase inicial, todos os reféns deverão ser libertados, com a retirada total das tropas de Israel do território.
O gabinete de Netanyahu, havia acusado o Hamas de renegar parte do acordo em uma tentativa de “extorquir concessões de última hora”, sem oferecer detalhes.
Ele afirmou que o gabinete não iria se reunir “até que os mediadores notifiquem Israel de que o Hamas aceitou todos os elementos do acordo”.
O Hamas, por sua vez, se disse determinado a respeitar o acordo conforme anunciado e negou uma suposta oposição ao pacto. Em comunicado, o grupo islamista disse que está “comprometido com o acordo de cessar-fogo anunciado pelos mediadores”.
