A insatisfação nas tropas militares venezuelanas gerou inúmeros pedidos de demissão nos últimos anos
Por Misto Brasil – DF
O ranking Global Fire Power de 2025 coloca a Venezuela em 50º lugar em termos de poder militar no mundo, medindo um total de 160 nações.
O país ocupa o sétimo lugar entre as nações da América Latina (nos últimos anos ocupou o quinto e o sexto lugar), atrás de Brasil, Argentina e México, e muito próximo das Forças Armadas da Colômbia, Chile e Peru.
A Venezuela também ocupa a 7ª posição em termos de gastos militares regionais.
Durante estes anos, alguns observadores independentes na Venezuela têm questionado a consistência da prontidão operacional das tropas da FANB.
É devido às insuficiências existentes nos quartéis nestes anos e à desmotivação resultante da deterioração socioeconómica do país.
Essa situação tem impacto na instituição e gerou inúmeros pedidos de demissão nos últimos anos, segundo publicou o El País.
Os exercícios militares que o regime chavista realiza nestes dias na Venezuela são um esforço progressivo de dissuasão demonstrado aos seus inimigos externos e internos.
Tornaram-se particularmente visíveis nas ruas e nos meios de comunicação venezuelanos após as controversas eleições presidenciais de 28 de julho passado, em que foi declarado vencedor Nicolás Maduro.
O encerramento das opções políticas e eleitorais impacientou muitos setores e começam a surgir insinuações sobre as opções à disposição de Nicolás Maduro, das quais o Palácio de Miraflores toma conhecimento.
É cada vez mais evidente que os comandantes cívico-militares chavistas pareciam preparados para uma circunstância pós-eleitoral como esta.
O El País escreveu que durante estes anos, os governos de Hugo Chávez e Nicolás Maduro fizeram do trabalho doutrinário sobre as Forças Armadas um dos pilares da continuidade no poder da revolução bolivariana.
Ambos os líderes sempre tiveram em mente a natureza estratégica dos gastos militares no país, que tem sido consistente ao longo de todos estes anos, apesar das críticas de alguns sectores civis da oposição.
Os comandantes chavistas têm feito um esforço para expandir a força militar, com o evidente crescimento da Guarda Nacional, e a criação da Milícia Nacional Bolivariana.
É o quinto componente da instituição, particularmente ideológico e pilar de um hipotético confronto armado no interior. protecção do país com base numa estratégia assimétrica.
Na quarta-feira (24), uma unidade do Exército da Venezuela chegou a entrar na fronteira brasileira. Houve um protesto do governo brasileiro.
O Exército brasileiro chegou a reposicionar blindados próximos à fronteira. Contudo, a ação não foi caracterizada como uma violação territorial que pudesse configurar um ato de guerra.
