Ninguém duvida, dentro e fora de Belarus, que ele será reeleito neste domingo com uma vitória esmagadora
Por Misto Brasil – DF
O presidente de Belarus, Alexander Lukashenko, o que está no poder há mais tempo da Europa, tenta a reeleição neste domingo (26).
Apelou para a paz e a segurança com base nas armas nucleares instaladas pela Rússia na fronteira com a Otan.
Ninguém duvida, dentro e fora de Belarus, que ele será reeleito com uma vitória esmagadora. Muitos belarussos – ente 2 e 3 milhões dos quais votaram antecipadamente – concordam em uma coisa: sem Lukashenko, o país já teria sido engolido pela Rússia.
De acordo com as pesquisas oficiais, 82,5% dos eleitores planejam votar no autocrata.
Com políticos da oposição exilados ou presos, e os quatro candidatos alternativos vistos como figurantes em um pleito fraudado, é quase certo que Lukashenko, de 70 anos, receberá outra vitória depois de já ter desfrutado de 30 anos no poder.
“Não dançaremos ao som de outra música. Não baixaremos a cabeça (…) Não permitiremos que as botas do invasor pisem em nossa pátria. Podem ter certeza absoluta!”, afirmou ele em um comício neste sábado.
No poder desde 1994, ele usou a campanha para prometer a seus compatriotas que nunca enviará seus homens para lutar na Ucrânia, apesar de ter liberado ataques da Rússia a partir do território bielorrusso contra o país vizinho.
O presidente russo, Vladimir Putin, desejou felicidades a Lukashenko, um de seus grandes aliados internacionais, uma semana antes das eleições, que Moscou considera vitais para a estabilidade no espaço pós-soviético.
Embora nas últimas semanas Lukashenko tenha falado sobre a necessidade de uma mudança geracional – especula-se que ele queira que seu filho Kolia o suceda –, o autocrata decidiu se candidatar à reeleição pela sétima vez.
