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Celulares nas salas de aulas e qualidade de ensino no nosso país

Celular uso nas escolas Misto Brasil

O celular se transformou numa ferramenta de trabalho e lazer/Arquivo/Colégio ICJ

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O ex-secretário de Educação Rafael Parente, no Bastidores da Educação, comentou o uso dos celulares em salas de aula

Por Carolina da Costa Lima  – DF

No mês de dezembro, o Senado aprovou o projeto de lei que restringe o uso de aparelhos portáteis, sobretudo celulares, em salas de aulas dos ensinos infantil, fundamental e médio das escolas públicas e particulares do país.

O aparelho deverá ser mantido na mochila ou num armário fornecido pela escola, não podendo ser utilizado entre o período de início de aula até o final.

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Assista o programa Bastidores da Educação logo abaixo

Segundo o relator do projeto, Alessandro Vieira (MDB-SE), a ideia é justamente resgatar a atenção do aluno.

Ele afirma que, onde implantado, o resultado surtiu efeito. Porém, existem exceções, onde o celular poderá ser utilizado para fins pedagógicos: quando solicitado pelo professor, quando o aluno for deficiente ou com necessidades especiais e em situação de perigo.

O ex-secretário de Educação Rafael Parente em sua participação no programa Bastidores da Educação, do Misto Brasil, comentou que o grande “pulo do gato” da Inteligência Artificial na Educação são os sistemas inteligentes de tutoria e de aprendizagem personalizada.

“Por conta da discrepância, da diferença de qualidade de ensino no nosso país e também da diferença nas realidades dos próprios alunos, porque eles vêm de famílias diferentes, s vêm de ambientes onde tem livros, onde não tem livros, onde as pessoas leem para eles, onde se tem mais ou menos hábito de leitura, e isso, na hora que a criança chega na creche, a criança rica, ela já tem uma vantagem, porque ela conhece mais palavras”.

Ao chegar no Distrito Federal, o ex-secretário de Educação se assustou com a realidade das escolas na capital do país, que possuíam o mesmo número de aulas de matemática e história.

“Para mim, isso foi uma surpresa, porque, enquanto as escolas particulares, no ensino médio, tinham cinco ou seis aulas de matemática, nas nossas escolas públicas a gente tinha três”, finalizou.

 

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