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Gleisi Hoffmann será ministra, mas oposição criticou indicação

Deputada Gleisi Hoffmann Natal RN Misto Brasil

Gleisi Hoffamnn em Natal com dos catadores de rua em evento de dezembro de 2023/Arquivo/X

Nas redes sociais, Lula da Silva disse que a parlamentar vem para somar. Líder da oposição disse que a nomeação é um sinal preocupante

Por Misto Brasil – DF

O presidente Lula da Silva (PT) afirmou, nesta sexta-feira (28), que Gleisi Hoffmann, atual presidente do PT, “vem para somar” ao ser escolhida para assumir a Secretaria de Relações Institucionais (SRI).

“A companheira e deputada federal @gleisi vai integrar o governo federal. Vem para somar na Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, na interlocução do Executivo com o Legislativo e demais entes federados”, escreveu o presidente nas redes sociais.

A petista vai substituir Alexandre Padilha, que assumirá o Ministério da Saúde no lugar de Nísia Trindade. A posse de Gleisi está marcada para 10 de março.

A confirmação da parlamentar como ministra  foi criticada pela oposição. Em nota divulgada há pouco, o líder da oposição na Câmara, deputado Zucco (PL-RS), disse que a nomeação “é mais um sinal preocupante do caminho que o país está trilhando”.

Gleisi Hoffmann é paranaense e, no primeiro mandato do presidente Lula, assumiu a diretoria financeira da Itaipu Binacional.

Em 2011, a petista foi eleita senadora, sendo a primeira paranaense eleita para o cargo, no qual ficou até 2014, quando se licenciou para assumir o Ministério da Casa Civil no governo de Dilma Rousseff.

Em junho de 2017 foi eleita presidente nacional do PT. Neste ano, o partido deve ter novas eleições para escolher uma nova liderança. A alçada de Gleisi ao ministério coincidiu com o fim de seu mandato à frente do PT.

Em 2018 foi eleita deputada federal, sendo reeleita em 2022 para um segundo mandato na Câmara Federal.

Nota da oposição sobre a indicação

A nomeação da deputada federal Gleisi Hoffmann para comandar a articulação política do governo é mais um sinal preocupante do caminho que o país está trilhando sob a atual gestão. O governo, que já enfrenta uma crise de credibilidade, opta por colocar à frente do diálogo com o Congresso uma figura cuja trajetória política é marcada por conflitos, radicalização ideológica e dificuldades na construção de consensos.

O Brasil precisa de uma articulação baseada no respeito às instituições, na transparência e na busca por soluções concretas para os desafios nacionais. No entanto, a escolha de Gleisi Hoffmann demonstra que o governo continua priorizando interesses partidários em detrimento do bem comum.

Se continuar assim, muito em breve, além da Gleisi na articulação política, corremos o risco de ter a Janja à frente da Casa Civil.

A oposição seguirá firme em seu papel de fiscalizar e cobrar responsabilidade do Executivo, defendendo sempre os interesses da população brasileira. O país precisa de união e equilíbrio, não de mais polarização e instabilidade.

Deputado Federal Zucco (PL-RS)
Líder da Oposição na Câmara dos Deputados

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