A atriz, escritora, dramaturga e poeta premiada Cristiane Sobral é uma das atrações do projeto online de criação literária
Por Sionei Ricardo Leão – DF
Cristiane Sobral artista de vários talentos será uma das atrações no mês de março do projeto de oficinas online de criação literária, com curadoria do diretor do instituto e colunista do PublishNews, Henrique Rodrigues.
Autora de 13 obras literárias, a última publicada 2024 pela Editora ME Parió: em Caixa Preta (contos), Cristiane tem no currículo artístico iniciativas bastante diversificadas. Além dos livros, ela também se destaca como atriz, poetisa e dramaturga.
Carioca de nascimento, Cristiane Sobral estudou teatro no Sesc do Rio de Janeiro, em 1989, Um ano antes de se transferir para Brasília, onde atua seja com a “pena” para compor as peças literárias seja com a interpretação cênica para brilhar nos palcos do Distrito Federal.
Na oficina Literatura negra: a construção de personagens e diálogos”, os inscritos poderão absorver um pouco da fruição, do ecletismo e da verve da multiartista. Além das linguagens artísticas, Cristiane Sobral tem também envolvimento com idealismos sociais. Aliás, ela faz uma junção interessante de ativismo e arte.
O encontro do lúdico com o realismo social pode ser evidenciado pela forma que Cristiane Sobral decidiu estreou na literatura em 2000, uma vez que começou publicando textos nos famosos Cadernos Negros – coletânea tradicional de autores que se dedicam a transformar em prosa e verso os desafios de temas como relações raciais no Brasil.
Nesse mesmo período, a escritora participou também da coletânea “Black Notebooks”, edição bilíngue com volumes em prosa e poesia editados nos Estados Unidos da América.
“Acredito que a excelência na qualidade artística é ponto primordial do meu trabalho, porque de nada adiantaria deixar as questões sociais apenas no discurso, uma vez que a linguagem cênica exige a compreensão de códigos de linguagem específicos”, descreve Cristiane Sobral a respeito da trajetória intelectual.
“O cuidado na elaboração estética é a forma de afinar o meu instrumento e o meio de tornar cada vez mais fina a sintonia entre o autor e o leitor. O meu maior veículo é a sensibilidade”.
A multiartista recorda com orgulho de ter sido pioneira enquanto atriz negra graduada em Interpretação Teatral pela Universidade de Brasília. Nas trilhas artísticas brasilenses, ela conta com contribuições no curta-metragem A dança da Espera, de André Luís Nascimento.
Atuou em espetáculos montagens teatrais como a peça Machadianas Cenas Cariocas, dirigida por Ginaldo de Souza em 2001.
Liderou e concebeu os espetáculos: Uma Boneca no Lixo, premiado em 1999 pelo Governo do Distrito Federal e dirigido por Hugo Rodas; Dra. Sida, premiada pelo Ministério da Saúde em 2000 e no I, II e III Ciclo de Dramaturgia Negra realizado em Brasília e Porto Alegre. No audiovisual, destaca a participação no vídeo A carreira e formação do diplomata, de André Luís da Cunha.
As informações sobre inscrição, valores e forma de pagamento podem ser consultadas no site Caminhos da Palavra. Mais informações sobre o projeto.
