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Trump anuncia na quarta novas tarifas para todos os países

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Trump durante discurso para congressistas avalia seus primeiros dias de presidente/Reprodução vídeo

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A sinalização derruba expectativas de uma aplicação mais seletiva das tarifas e eleva os riscos de uma nova rodada de tensões

Por Misto Brasil – DF

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na noite de domingo (30) que o plano de tarifas recíprocas que será anunciado nesta quarta-feira (02), batizado por ele de “Dia da Libertação”, incluirá todos os países, e não apenas um grupo reduzido de nações com grandes desequilíbrios comerciais, como especulava o mercado até então.

“Você começa com todos os países. Essencialmente, todos os países dos quais estamos falando”, disse Trump a jornalistas a bordo do Air Force One, segundo relatado pela Agência Reuters.

Os detalhes sobre as novas rodadas de tarifas são escassos, mas a fala de Trump de que todos os países serão atingidos pelas taxas nesta semana aumentam o temor dos mercados.

A sinalização de Trump derruba expectativas de uma aplicação mais seletiva das tarifas e eleva os riscos de uma nova rodada de tensões comerciais globais, anotou o InfoMoney.

O plano do presidente prevê a imposição de tarifas proporcionais às cobradas por outros países sobre produtos americanos, o que, segundo ele, visa proteger a economia dos EUA contra a concorrência considerada desleal.

A ampliação do escopo das tarifas já impacta os mercados financeiros. Os mercados futuros registravam queda no início da manhã, com o Dow Jones Futuro cedendo 0,45%, o S&P 500 Futuro recuando 0,76% e o Nasdaq Futuro com perda de 1,20%.

Os títulos do Tesouro americano registravam forte valorização, fazendo as taxas recuarem, com investidores fugindo de ativos de risco diante do temor de uma recessão nos EUA.

O rendimento dos papéis de dois anos caiu seis pontos-base, para 3,85%, próximo da mínima de seis meses, enquanto o juro dos títulos de 10 anos recuou para 4,20%.

“Com o risco de recessão nos EUA, a parte curta e intermediária da curva de juros americana é o melhor abrigo”, avaliou Jamie Niven, gestor da Candriam, à Bloomberg.

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