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Senador diz que Congresso deve acompanhar negócio BRB/Master

Banco de Brasília BRB agência bancária Misto Brasil

Agência do banco estatal controlado pelo governo do Distrito Federal/Arquivo/Divulgação

A compra pelo BRB suscitou uma discussão em torno do Fundo Constitucional do DF, que sustenta a segurança, a saúde e a educação

Misto Brasil – DF

O senador Omar Aziz (PSD-AM) disse que o Congresso Nacional deverá acompanhar as negociações do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB). A aquisição foi anunciada na sexta-feira (28) e desde aquele diz, o assunto está sendo discutido na área política e econômica.

No meio dessa polêmica se o negócio foi bom para o banco estatal do Distrito Federal, entrou o Fundo Constitucional do Distrito Federal (FCDF), que custeia os gastos com segurança, saúde e também com a segurança.

Aziz disse que se a capital federal tem recursos para comprar um banco que nem mesmo apresentou seu balanço no ano passado, o Fundo também pode ser até mesmo extinto. A compra do Master também arrastou a discussão para a economia, inclusive com um artigo publicado no Valor, sugerindo o fim do FCDF.

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Veja o que disse Aziz no plenário do Senado.

No início dessa semana, a deputada distrital Paula Belmonte (Cidadania) apresentou um requerimento para que a direção do BRB apresente as explicações da compra na Câmara Legislativa.

Nesta terça-feira, o assunto tomou conta dos debates do plenário da CLDF.

Vários deputados discursaram em defesa da participação da Câmara Legislativa neste processo, uma vez que se trata de uma operação envolvendo recursos de um banco público do Distrito Federal. A compra das ações foi aprovada pelo conselho de administração do BRB na última sexta-feira (28).

O deputado Chico Vigilante (PT) criticou a operação e disse que a oposição vai tomar providências.

“Temos informação de que o BTG ia comprar esse Banco Master por R$ 1, e o BRB vai lá e oferece R$ 2 bilhões por esse mesmo banco. E o mais grave é que o BRB aplica esse valor e não vai deter o controle do Banco Master” .

Até mesmo o presidente da Câmara Legislativa, Wellington Luiz (MDB), defendeu a participação do Poder Legislativo na decisão de compra do ativo.

“No meu entendimento, esse processo tem que passar pela Câmara Legislativa, até para dar mais transparência e segurança ao processo. A CLDF cumprirá o seu dever”, garantiu.

O deputado distrital Gabriel Magno (PT) também fez críticas à operação de compra.

“A Lei Orgânica não permite essa compra e também exige expressamente autorização legislativa. O BTG, que é o banco da turma da Faria Lima, quis comprar o Master por R$ 1 real, mas o BRB quer pagar R$ 2 bilhões. Isso é um escândalo”.

O líder do governo na Casa, deputado Hermeto (MDB), garantiu que a operação de compra ainda não foi concretizada e pediu paciência aos colegas para que o presidente do BRB possa explicar a medida. “Conversei com o presidente do BRB e ele disse que não tem nada concluído.

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