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Derrocada dos mercados globais se manteve pelo terceiro dia

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Trump durante discurso nesta noite um dia antes de assumir a presidência dos EUA/Arquivo/Reprodução vídeo

Donald Trump dobra a aposta em taxas recíprocas, mas suas políticas terão “imensas implicações globais para 2025”

Por Misto Brasil – DF

derrocada dos mercados financeiros globais se manteve pelo terceiro dia nesta segunda-feira (07) em reação às tarifas impostas pelo presidente dos EUA, Donald Trump, à maioria dos parceiros comerciais do país. A perspectiva de uma guerra comercial generalizada tende a provocar uma recessão global, com impactos previstos no crescimento, inflação e desemprego de diversos países.

Novas quedas de ações na Ásia, Europa e EUA no início desta semana foram impulsionadas pela recusa de Trump de rever a medida. “Às vezes, é preciso tomar remédios para consertar alguma coisa”, disse Trump a repórteres na noite deste domingo.

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A expectativa é de que as novas tarifas resultem em maiores custos de produção e volatilidade nos mercados, queda da confiança empresarial e interrupções nas cadeias globais de suprimentos, segundo informou a Agência DW.

A J.P. Morgan, uma das maiores instituições financeiras do mundo, avalia que há 60% de chances do mundo enfrentar recessão generalizada, em comparação com os 40% previstos antes do anúncio das novas barreiras tarifárias.

A recessão é uma contração da economia, muitas vezes medida pelo tamanho do Produto Interno Bruto (PIB) de um país. Na ponta, a crise pode ocasionar um aumento no preço de itens básicos e redução na renda nas familias.

A pandemia de Covid-19 é um dos exemplos de uma depressão que exigiu intervenção de governos com programas de ajuda estatal para combater, por exemplo, o aumento da pobreza.

Na segunda-feira, o Deutsche Bank alertou que, à medida em que Trump dobra a aposta em taxas recíprocas, suas políticas terão “imensas implicações globais para 2025 e para os próximos anos e décadas”.

Até o momento, os países mais atingidos estão na Ásia. Vietnã, Taiwan e Indonésia, por exemplo, tentam estabelecer novos acordos comerciais com Washington para evitar o colapso de setores-chave da indústria.

Essa também foi a decisão da Índia, que enfrenta a partir de quarta-feira (09) uma sobretaxa de 26% sobre os seus produtos. Segundo informou a agência de notícias Reuters, o país não pretende retaliar a Casa Branca, mas estabelecer um novo consenso comercial com os EUA.

A China, que foi atingida por Trump com uma tarifa adicional de 34%, é, até o momento, a única grande economia a impor sanções retaliatórias sobre as importações dos EUA.

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