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Noboa quer uma base militar dos EUA no Equador

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Daniel Noboa venceu na últimas eleições de segundo turno no Equador/Arquivo/Reprodução Twitter

O presidente reeleito equatoriano deverá fazer uma viagem “pessoal” para a Flórida quando deve se encontrar com Trump

Por Misto Brasil – DF

Poucas horas após as eleições, o presidente equatoriano Daniel Noboa conversou com o secretário de Estado, Marco Rubio, e realizou uma viagem “pessoal” aos EUA, afirmando que gostaria de concretizar uma base militar norte-americana no Equador.

Medida ajuda os EUA a usarem o país em seus planos “geoestratégicos”, notam analistas.

Apesar de os resultados das eleições de 13 de abril ainda estarem sendo questionados pela oposição, o presidente Daniel Noboa deixou o país rumo aos Estados Unidos — destino mais frequente desde que assumiu o governo em novembro de 2023.

Segundo a mídia local, o decreto que oficializa a viagem indica que o presidente estará na Flórida entre 17 e 22 de abril para “tratar de assuntos pessoais” e sua única companhia será o “chefe de segurança”.

A viagem ocorre horas depois de uma conversa telefônica entre Noboa e o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio. Segundo o governo norte-americano, o diálogo abordou o “compromisso comum de proteger os cidadãos de ambos os países ao combater os narcoterroristas, as organizações criminosas transnacionais, a imigração ilegal, as drogas e a influência estrangeira maligna no nosso hemisfério”, além de “desafios regionais como os do Haiti e da Venezuela”.

“Imediatamente após os resultados eleitorais e em um momento em que ainda há questionamentos de diversos governos sobre a legitimidade do processo eleitoral, o que o presidente faz é buscar o respaldo geopolítico de seu aliado do norte, os Estados Unidos”, afirmou à Sputnik o analista político Decio Machado.

Para Machado, a viagem de Noboa não tem apenas o objetivo de “conseguir apoio em um contexto em que países como México, Colômbia e Honduras questionam os resultados”, mas também de “se colocar à disposição do presidente norte-americano Donald Trump”, dentro de uma estratégia para se consolidar como “um parceiro privilegiado dos EUA”.

A socióloga e analista política internacional Irene León lembrou à Sputnik que a relação com os EUA tem sido “uma prioridade” na política externa de Noboa ao longo de seu mandato, iniciado em 2023, e apareceu como um dos pilares de sua proposta eleitoral submetida ao plebiscito de 13 de abril. Segundo ela, essa relação tem como principais eixos a militarização e os vínculos com o setor corporativo norte-americano.

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