Caso o Sindicato dos Professores do Distrito Federal decida manter a greve haverá multa diária de R$ 1 milhão
Por Misto Brasil – DF
A greve dos professores do Distrito Federal, prevista para começar na segunda-feira (02) foi considerada ilegal por antecipação pela desembargadora Lucimeire Maria da Silva, da 1ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça.
Caso o Sindicato dos professores decida manter a greve através das assembleias regionais previstas para o início do ano, haverá uma multa diária de R$ 1 milhão.
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A Justiça também autorizou o corte do ponto dos profissionais caso faltem às tarefas nas salas de aulas e nas escolas.
“Ressalta o ente distrital que a greve tem motivação exclusivamente financeira, com o intuito de novas vantagens salariais aos servidores da garantia, apesar de concedido reajuste, pendente de aplicação, a ser implemento em 1º/07/2025, por força da Lei distrital nº 7.253/2023″, escreveu a desembargadora na decisão.
O governo distrital considera o movimento “puramente político” e acha que a greve é desproporcional às demandas em discussão pela categoria.
Em nota publicada na quinta-feira (29), o Sinpro-DF argumentou que a greve é um “direito usado como último recurso”.
“Não é o Sinpro que vem se recusando a negociar e a apresentar qualquer proposta mesmo com orçamento autorizado e com a previsão de um aumento de R$ 2,7 bilhões no Fundo Constitucional do DF 2026″.
Na Câmara Legislativa, o deputado Chico Vigilante (PT), afirmou que o governador Ibaneis Rocha (MDB) “sabe que esta não é uma greve política, mas sim por necessidade da categoria”.
“Ele precisa começar chamando os professores concursados. É preciso diminuir o número de professores temporários nas escolas”.
