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Veja as marcas de café fake impróprias para consumo

Café preto bolo consumidor Misto BRasília

São consumidas mais de 400 bilhões de xícaras de café no Brasil/Arquivo/Divulgação

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As marcas afetadas são Melissa, Pingo Preto e Oficial (Master Blends). Elas não podem ser comercializadas

Por Misto Brasil – DF

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu nesta segunda-feira (2) a fabricação, comercialização, distribuição, propaganda e uso de três marcas de pó para preparo de bebida sabor café, conhecidas popularmente como “café fake”.

A medida determina ainda o recolhimento imediato de todos os lotes desses produtos no mercado. As marcas afetadas são Melissa, Pingo Preto e Oficial (Master Blends).

A decisão foi tomada após inspeção do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), que constatou irregularidades nas condições de produção e composição dos produtos.

De acordo com a análise, as marcas usam matéria-prima imprópria para consumo humano, contaminada com ocratoxina A, uma substância tóxica produzida por fungos.

Além disso, foi identificada a presença, acima do limite legal de 1%, de matérias estranhas e impurezas, como cascas e resíduos de cafés, incorretamente rotuladas como “polpa de café” e “café torrado e moído”.

O Mapa também verificou a contaminação no produto final, indicando falhas nas práticas de fabricação, seleção de matérias-primas, produção e controle de qualidade.

No fim do mês passado, o Mapa determinou o recolhimento de lotes irregulares das três marcas. As análises laboratoriais detectaram a presença de impurezas e matérias estranhas em quantidade acima do permitido.

Também foram identificados níveis elevados de micotoxinas — substâncias tóxicas produzidas por fungos que podem causar danos à saúde.

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