A Jordânia confirmou ter abatido mísseis que voavam do Irã em direção a Israel. e Arábia Saudita mão emitiram declaração
Por Misto Brasil – DF
A Arábia Saudita e a Jordânia estão entre os países árabes signatários de um comunicado, divulgado em meados de junho, que expressa “rejeição e condenação categóricas aos recentes ataques de Israel à República Islâmica do Irã”, iniciados em 13 de junho, e a necessidade de interromper as hostilidades israelenses contra o Irã: “Essa perigosa escalada ameaça ter graves consequências para a paz e a estabilidade de toda a região.”
Porém, a oposição declarada aos ataques de Israel ao Irã não impediu esses dois países de intervirem, pelo menos indiretamente, no conflito.
A Jordânia confirmou ter abatido mísseis que voavam do Irã em direção a Israel. Os militares jordanianos afirmaram que mísseis e drones que passam pelo país podem cair na Jordânia, inclusive em áreas povoadas, causando mortes.
É normal que mísseis ou outros objetos não autorizados que cruzem o espaço aéreo de um país sejam considerados violações do direito nacional ou internacional.
Os sauditas não emitiram qualquer declaração, mas especialistas dão como certo que tenham permitido que Israel derrubasse mísseis em seu espaço aéreo e que também tenham cooperado na vigilância.
A adoção de políticas como essa pode alimentar tensões internas em ambos os países, pois em suas populações existe uma rejeição histórica em relação a Israel, baseada em guerras e conflitos passados. Isso vale especialmente para a Jordânia, onde um em cada cinco habitantes, incluindo a rainha do país, tem ascendência palestina.
Essa situação torna difícil para o governo da Jordânia justificar o abate de mísseis iranianos que tinham Israel como alvo, o que explica o uso da defesa própria como justificativa. “Esta mensagem de que ‘estamos apenas nos defendendo’ está sendo repetida em todos os canais”, observa o chefe do escritório da Fundação Konrad Adenauer em Amã, Edmund Ratka.
Ele afirma que isso ocorre também devido ao atual cenário político da Jordânia. Em abril, o governo jordaniano proibiu o maior grupo da oposição, a Irmandade Muçulmana, acusando-o de conexões com um suposto complô para desestabilizar o país.
