Essa tendência se junta a outros dados que fazem com que a expectativa de que a vida familiar irá melhorar no segundo semestre deste ano
Por Misto Brasil – DF
A preocupação com a inflação e o aumento do custo de vida está um pouco menor, mas ainda assim continua afetando o morador do Centro-Oeste.
Entre a população da região, a percepção de que os preços estão em elevação, que atingira um pico de 85% em março, caiu para 83% em junho, um recuo de dois pontos percentuais.
Essa tendência se junta a outros dados que fazem com que a expectativa de que a vida familiar irá melhorar no segundo semestre deste ano também caia.
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Essa é uma das principais conclusões da nova edição da Pesquisa Radar Febraban, realizada pelo Ipespe, entre os dias 12 a 20 de junho de 2025 com 2 mil pessoas, no Centro-Oeste e nas demais regiões do país.
A maior parte dos entrevistados (74%) também avalia que os preços altos estão impactando seu poder de compra de alimentos e outros produtos do abastecimento doméstico.
Esses são os itens em primeiro lugar na avaliação dos entrevistados. Em segundo lugar está o preço dos combustíveis (36%), seguido pelos gastos com saúde e medicamentos (27%).
O levantamento mostra ainda que a expectativa de que a vida familiar irá melhorar ainda no segundo semestre de 2025 é majoritária, porém caiu de 66% em março para 60% em junho (recuo de seis pontos percentuais).
No recorte geral, o Centro-Oeste está entre as regiões com menor índice de otimismo no país. O Sul, com 57%, é a região menos otimista. Os mais otimistas são, pela ordem, o Norte (74%), Nordeste (66%) e o Sudeste (61%).
“No segundo trimestre tivemos aumento da taxa básica de juros para 15%, os descontos indevidos nas contas dos aposentados, o crédito ficou mais caro, houve alta na energia elétrica e nos custos de habitação”, comentou o presidente do conselho científico do Ipespe, Antonio Lavareda.
