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Distrito Federal reduziu em 50% os óbitos por hepatite C

Pesquisa Bruno Casrrijo Ceub Misto Brasília

Bruno Carrijo fez testes moleculares que detectam o vírus da hepatite B/Arquivo/Divulgação

Apesar da expressiva redução na mortalidade, os dados indicam a necessidade de ampliar a testagem e a adesão ao tratamento

Por Misto Brasil – DF

No mês de conscientização sobre as hepatites virais, o Ministério da Saúde lança a campanha “Um teste pode mudar tudo” para conscientizar sobre a importância do diagnóstico precoce e tratamento. 

Segundo o novo Boletim Epidemiológico de Hepatites Virais, o Distrito Federal reduziu em 50% os óbitos por hepatite C entre 2014 e 2024, saindo de 12 para seis mortes. Já os óbitos por hepatite B caíram 75%, passando de quatro para um no mesmo período. 

Apesar da expressiva redução na mortalidade, os dados indicam a necessidade de ampliar a testagem e a adesão ao tratamento, especialmente nos casos de hepatite B. 

Entre 2014 e 2024, o Brasil reduziu em 50% os óbitos por hepatite B – que registrou coeficiente de mortalidade de 0,1 óbito por 100 mil habitantes. Em relação a hepatite C, a queda foi de 60% no período, com coeficiente de 0,4 óbito por 100 mil habitantes.

O avanço aproxima o país da meta da Organização Mundial da Saúde (OMS), que prevê uma redução de 65% nas mortes por hepatites B e C até 2030. 

Entre crianças menores de 10 anos, a redução nos casos de hepatite A foi de 99,9% no período. Houve também redução da transmissão vertical de hepatite B: 55% de queda na detecção em gestantes e 38% de queda nos casos em menores de cinco anos.

Em 2024, o Brasil registrou 11.166 casos de hepatite B e 19.343 casos de hepatite C. 

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