Foram horas de negociações para que o presidente da Câmara, Hugo Motta, pudesse sentar na cadeira e abrir e fechar os trabalhos em 15 minutos
Por Misto Brasil – DF
Depois de dois dias de obstrução e ocupação do plenário da Câmara dos Deputados, o presidente Hugo Motta (Republicanos-DF), voltou a dirigir a Casa. Fez um discurso de cerca de 15 minutos, chamou para a sessão de votação nesta quinta-feira (07) e encerrou os trabalhos às 22h45.
Até chegar a este momento, foram muitas horas de negociações para convencer os parlamentares da oposição, especialmente do Partido Liberal (PL), a suspender um motim que paralisou os trabalhos da Câmara.
Pelo que se informou, a questão da anistia (dos processados e investigados da tentativa de golpe de Estado) poderá ser votada nos próximos meses e o fim do foro privilegiado talvez na próxima semana. Eram os temas apontados como principais pela oposição amotinada.
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“Até quando ultrapassamos o nosso limite, tem limite. O que aconteceu não foi bom, não foi condizente com nossa história, e só reforça que temos de voltar ao obedecimento do nosso Regimento, da Constituição e do bom funcionamento desta Casa”.
“O compromisso que assumi com todas as lideranças neste dia foi o de seguirmos dialogando sem nenhum preconceito com qualquer pauta, sem inflexão”.
“Não vamos permitir que atos como os de ontem e de hoje possam ser maiores do que o Plenário e a vontade desta Casa”.
Situação semelhante acontece no Senado Federal. Nesta tarde, o presidente da Casa, senador Davi Alcolumke (União-AP), convocou uma sessão virtual para esta quinta-feira.
Em meio a palavras de ordens e ameaças, uma situação chamou a aatenção.
A deputada bolsonarista Julia Zanatta (PL-SC) levou a filha de apenas quatro meses à ocupação do plenário da Câmara.
A catarinense é uma das parlamentares que tentam obstruir os trabalhos do Congresso Nacional para forçar a votação do PL da Anistia e a abertura do processo de impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes.
O deputado federal Paulo Bilynskyj (PL-SP) agrediu o repórter Guga Noblat, do site Metrópoles, durante uma entrevista na Câmara dos Deputados nesta quarta-feira, 6. O jornalista acompanhava o parlamentar até ser empurrado por ele.
Em seguida, o deputado o agarrou e os dois começaram a discutir.
