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Bolívia se inclina para a direita nestas eleições

Bolívia ex-presidente Evo Morales Misto Brasil

Evo Morales foi presidente da Bolívia e hoje é acusado de crimes de corrupção/Arquivo

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Hoje, 7,9 milhões de bolivianos são chamados às urnas para eleger o presidente do país e renovar o Congresso

Por Misto Brasil – DF

Mineiros, indígenas, líderes sindicais e intelectuais de esquerda foram seduzidos há 20 anos pelo projeto político do Movimento ao Socialismo (MAS), escreve Caio Ruvenal, do El País.

O partido era uma força social que rompeu com a lógica elitista e excludente dos partidos do final da década de 1990, com raízes em organizações camponesas, federações trabalhistas e sindicatos agrícolas.

A vitória veio em 2006, quando Evo Morales, de ascendência aimará e origem humilde, tornou-se o primeiro presidente indígena da Bolívia. Anos se passaram, e o centralismo de Morales bloqueou novas lideranças. Quando sua imagem se deteriorou, o projeto caiu junto com ele.

A Bolívia quase certamente se inclinará para a direita nas eleições deste domingo (17), de acordo com todas as pesquisas.

Hoje, 7,9 milhões de bolivianos são chamados às urnas para eleger o presidente do país e renovar o Congresso.

As eleições no país sul-americano ocorrerão em meio a uma grave crise econômica, política e social, com oito candidatos prometendo resolver a situação.

E as pesquisas prevendo um segundo turno no qual um líder da oposição será eleito (a primeira vez que um segundo turno será realizado no país desde que foi estipulado na Constituição de 2009).

Na corrida presidencial, há quatro principais concorrentes à cadeira. A direita é representada pelo empresário Samuel Doria Medina, o ex-presidente Jorge Quiroga e o prefeito de Cochabamba, Manfred Reyes Villa.

Do outro lado, apenas o esquerdista Andrónico Rodríguez tem chances , mas ele ainda pode vencer devido à falha das pesquisas em realizar um censo preciso do voto rural e à alta porcentagem — 30% — de votos indecisos, brancos e nulos.

No entanto, as intenções de voto para o atual presidente do Senado caíram drasticamente nos últimos dias.

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