Nas 41 propriedades selecionadas em Formosa e nas sete em São João d’Aliança, estão sendo instalados kits de irrigação e espaldeiras
Por Breno Lobato – DF
Comunidades rurais de Formosa e São João d’Aliança, em Goiás, receberam estações meteorológicas que vão coletar dados climáticos desses locais.
O objetivo é facilitar o manejo da irrigação dos cultivos de maracujá e manga que estão sendo implantados em assentamentos rurais desses municípios, atendidos pelo projeto Fruticultura Irrigada do Vão do Paranã.
Nas 41 propriedades selecionadas em Formosa e nas sete em São João d’Aliança, estão sendo instalados kits de irrigação e espaldeiras.
Os dados climáticos coletados pelas estações meteorológicas alimentarão o aplicativo para telefone celular “Irrigar para Desenvolver (ID)”.
O aplicativo vai auxiliar os agricultores no manejo da irrigação com informações diárias sobre o momento ideal e a quantidade certa de água a ser aplicada nos cultivos, contribuindo para o uso eficiente dos recursos.
“O objetivo é que os produtores economizem água e energia e aumentem a produtividade”, explica o pesquisador Lineu Rodrigues, coordenador das ações da Embrapa Cerrados no projeto, desenvolvidas em parceria com a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Franscisco e do Parnaíba (Codevasf).
O aplicativo será inicialmente acessado apenas pelos participantes do projeto, que estão sendo cadastrados pelas secretarias municipais de agricultura.
As espaldeiras e os kits de irrigação estão instalados ou em instalação em Formosa, e os agricultores começam a encomendar as mudas. Edim Alves de Abreu, do PA Fartura, cria bovinos de corte e, mesmo não tendo experiência com fruticultura, busca mais uma fonte de renda.
“Temos uma grande esperança de produzir bem, pagar dívidas e trabalhar com seriedade”, disse.
Também assentado do PA Fartura, José Cardoso de Sousa destaca que o projeto agregará valor às propriedades.
“Vai melhorar a vida de todos nós e também dos vizinhos e amigos ali por perto, porque vai gerar empregos”, aposta. Há oito anos ele cultiva mandioca e hortaliças, e apesar de conhecer os equipamentos de irrigação, vai trabalhar com frutas pela primeira vez:
“O desafio é grande, mas nada que a gente não consiga superar, com o acompanhamento dos técnicos da Emater Goiás, do Senar/GO e da Embrapa”.
(Breno Lobato trabalha na Embrapa Cerrados)
