Ícone do site Misto Brasil

Dólar encerra em queda depois de três dias

Combate à corrupção dólar Misto Brasília

O dólar norte-americano é a moeda preferida em todo o mundo/Arquivo/ONU

Compartilhe:

O movimento acompanhou a tendência vista no exterior. As gigantes Petrobras e Vale seguem em 2025 pressionadas pelo cenário de commodities

Por Misto Brasil – DF

dólar interrompeu a sequência de três ganhos consecutivos com a retomada da expectativa de corte nos juros dos Estados Unidos neste mês. Dados da indústria e o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no STF ficaram no radar.

Nesta quarta-feira (03), o dólar à vista encerrou as negociações a R$ 5,4529, com queda de 0,40%.

O movimento acompanhou a tendência vista no exterior. Por volta de 17h (horário de Brasília), o DXY, indicador que compara o dólar a uma cesta de seis divisas globais, como euro e libra, caía 0,21%, aos 98.183 pontos.

As gigantes Petrobras e Vale seguem em 2025 pressionadas pelo cenário de commodities e pelo ambiente global, com impacto direto sobre as ações, que caem 15% e sobem apenas 2%, respectivamente, no acumulado do ano.

Analistas avaliam, porém, que mesmo em meio às incertezas, as companhias ainda cumprem um papel relevante nos portfólios e podem entregar dividendos atrativos.

Para Ruy Hungria, analista da Empiricus Research, os múltiplos atuais limitam maiores quedas. “Todo mundo sabe que a China e o minério estão ruins. Nós também, mas por 4x Ebitda e um yield de 8%, no caso da Vale, não parece ter muito mais potencial de queda”, disse.

Sobre a Petrobras, ele reforça que o petróleo enfrenta pressões da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e da desaceleração global, mas a estatal negocia a 3,5 vezes lucro, com 12% de yield.

O planejador financeiro e especialista em investimentos Gustavo Moreira disse ver um cenário mais construtivo para a mineradora, com a diversificação em metais ligados à transição energética.

Sair da versão mobile