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Mapa mostra a conectividade 4G nas estradas brasileiras

Detalhe da rodovia da BR 116, Rota do Recôncavo na Bahia/Arquivo/DNIT

O documento que pode ser consultado neste texto, mostra que apenas 54% das rodovias federIas têm internet e 55,8% as estradas estaduais

Por Misto Brasil – DF

Centro-Oeste permanece como uma das regiões mais desafiadoras em termos de conectividade 4G nas estradas.

Goiás aparece como destaque positivo no Centro-Oeste em termos de conectividade 4G nas estradas. No estado há cobertura em rodovias federais.

Em Mato Grosso e cobertura nas rodovias federais não ultrapassa 22,5%, enquanto nas estaduais a taxa fica em torno de 40%.

Em Mato Grosso, o índice em estradas estaduais é de apenas 34,4%. Esses dados revelam que os gargalos de conectividade da região comprometem a eficiência logística e aumentam os riscos operacionais.

Os dadfos foram apresentados pela Links Field, que lançou o Mapa Interativo de Cobertura 4G nas Rodovias Brasileiras.

A ferramenta oferece dados detalhados sobre a cobertura em rodovias federais e estaduais, permitindo que empresas planejem de forma estratégica suas operações diante do desligamento gradual das redes 2G e 3G, previsto pela Anatel até 2028.

Quando analisadas separadamente, em 122,2 mil quilômetros de rodovias federais, cerca de 66 mil estão cobertos, o equivalente a 54% do total. Nas rodovias estaduais, que somam 266,7 mil quilômetros, a cobertura sobe para 55,8%.

No recorte por operadora, os números mostram um mercado equilibrado. A Links Field, que utiliza a rede Vivo, lidera com 51,8 mil quilômetros cobertos em rodovias federais e 115,8 mil em estaduais.

A TIM aparece muito próxima, com 49,6 mil quilômetros em federais e 110,2 mil em estaduais, seguida pela Claro, com 48,9 mil quilômetros em federais e 102,2 mil em estaduais.

Embora a Vivo apareça levemente à frente, os dados evidenciam que nenhuma operadora consegue se destacar de forma isolada em todo o território, resultando em uma disputa acirrada e fragmentada.

Análise por região

O Sudeste lidera a cobertura, com destaque para o estado de São Paulo, que atinge 87,8% de cobertura nas rodovias estaduais e 64,9% nas federais, e o Rio de Janeiro, que chega a quase 80% de cobertura em rodovias federais.

No extremo oposto, o Minas Gerais registra apenas 70,5% de cobertura em rodovias federais e 61,8% em estaduais.

No Sul, o Paraná aparece como caso positivo, com 79,7% de cobertura em rodovias federais e 67,2% em estaduais, enquanto Santa Catarina tem os índices mais baixos da região, com apenas 49,3% de cobertura federal.

No Centro-Oeste, Goiás apresenta o melhor índice de cobertura em rodovias federais com 51,1%, mas Mato Grosso e Mato Grosso do Sul puxam a média regional para baixo, com taxas que variam entre 34% e 40% em rodovias estaduais e apenas 22% em rodovias federais no caso de MS.

Nordeste mostra uma realidade de extremos: a Paraíba e o Rio Grande do Norte alcançam mais de 72% de cobertura em rodovias federais, mas o Maranhão e o Piauí ficam em patamares críticos, com apenas 36% e 38,2% de cobertura em suas rodovias estaduais, respectivamente.

No Norte, a conectividade é o maior desafio. Tocantins aparece como exceção, com 67% de cobertura em rodovias federais, mas estados como Acre e Amapá não ultrapassam 10% de cobertura em rodovias federais a 21% em estaduais, mostrando que a região ainda está muito distante da realidade das demais.

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