A História mostra que nem sempre a anistia é o melhor remédio, porque os golpistas podem voltar e tentar um novo golpe
Por Genésio Araújo Júnior – DF
Na política pode tudo, até boi pode voar. A semana começou se especulando se Jair Bolsonaro e sua turma iam ser condenados em todos os crimes da tentativa de golpe de Estado.
E termina com a dúvida se todos serão anistiados de tudo e se o ex-presidente poderá ser candidato em 2006.
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É isso aí mesmo. Se o povão não se meter nesse assunto, tanto a cableireira Débora Rodrigues do Batom do 8 de janeiro, como o general Mário Fernandes, que estava à frente da trama punhal verde-amarelo para matar Lula da Silva, Geraldo Alckmin e Alexandre de Moraes, vão entrar nesse bonde.
A História já mostrou que a anistia e o perdão são os melhores remédios para pacificar o país,escreveu o governador Tarcísio de Freitas em seu perfil no X. Não é verdade, governador, o senhor faltou a essa aula.
Em 31 de janeiro de 1956, teve a revolta de Jacareacanga e depois a revolta das Aragaças, em dezembro de 1959. O Juscelino Kubitschek de Oliveira, de bom coração, o presidente de então, perdoou os golpistas. Em 1964, eles voltaram e deram o golpe que deu certo.
É legítimo e democrático que o Congresso possa dar perdão político.
A dúvida é saber o tamanho do perdão. Tem gente achando que boi pode voar, mas tem gente lembrando que vontade é algo que dá e passa.
