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Venda da Amazonas Energia deverá render R$ 9,8 bilhões

Linha de transmissão energia elétrica Misto Brasília

Linha de transmissão de energia elétrica/Arquivo/Divulgação

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Enquanto isso, os testes do linhão do Tucuruí (Manaus-Boa Vista), que vai conectar Roraima devem ser realizados na próxima semana

Por Misto Brasil – DF

O acordo aprovado pela diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para destravar a venda da Amazonas Energia para a Âmbar, do Grupo J&F, prevê um compromisso pela empresa dos irmãos Joesley e Wesley Batista de aportar na distribuidora R$ 9,85 bilhões de imediato, informaram fontes à Agência Infra.

Os termos do acordo, no entanto, não fixam um valor exato de flexibilizações regulatórias ao qual a Amazonas terá direito. Pelo entendimento fechado, os valores totais a serem repassados à distribuidora vão depender do desempenho operacional da empresa nos próximos anos.

Segundo fontes, a nova diretoria da Aneel decidiu, em reunião administrativa nesta quinta-feira (4), dar o aval para que a Âmbar assuma a distribuidora com flexibilizações regulatórias por mais 14 anos, não mais por 15, como proposto anteriormente.

Os documentos ainda serão enviados à Advocacia Geral da União (AGU), que tratará do acordo em âmbito judicial.

Enquanto isso, os testes do linhão do Tucuruí (Manaus-Boa Vista), que vai conectar Roraima ao Sistema Interligado Nacional (SIN), devem ser realizados na próxima semana, entre segunda-feira (08) e quarta (10). Roraima é o único estado do país que ainda não está interligado ao sistema.

As obras da linha de transmissão foram retomadas em 2022, após um acordo judicial entre os povos indígenas Waimiri Atroari e a União. O empreendimento tem cerca de 715 km de extensão, dos quais 122 km passam pela terra indígena.

Licitado em 2021 pela Aneel, o linhão está sendo construído pelo consórcio Transnorte Energia, formado por Eletronorte e Alupar, com concessão até 2042.

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