O dólar recuou acompanhando o movimento internacional, com o mercado de olho nos dados de inflação dos Estados Unidos
Por Misto Brasil – DF
O Ibovespa fechou em alta nesta quinta-feira (11), renovando máximas históricas e testando o patamar dos 144 mil pontos pela primeira vez, puxado principalmente pelas ações de bancos.
Mais cedo, dados econômicos dos Estados Unidos referendaram as expectativas de corte de juros pelo Federal Reserve na próxima semana.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,64%, a 143.261,61 pontos, de acordo com dados preliminares, tendo alcançado 144.012,5 pontos no melhor momento do dia. Na mínima, marcou 142.349,41 pontos.
O volume financeiro somava R$ 22,8 bilhões antes dos ajustes finais.
O dólar recuou acompanhando o movimento internacional, com o mercado de olho nos dados de inflação dos Estados Unidos e com expectativa pelo início do ciclo do corte de juros pelo Federal Reserve (Fed).
A moeda norte-americana contra o real fechou em queda de 0,27%, a R$ 5,3922, enquanto DXY recuava 0,34% por volta das 17 horas, informou o MoneyTimes.
O especialista em investimentos da Nomad, Nickolas Lobo, comentou que dólar opera em baixa global refletindo a crescente aposta do mercado em um corte de juros pelo Federal Reserve (Fed) na próxima semana.
A desvalorização do dólar é uma reação direta aos últimos dados da economia americana.
Apesar da inflação ao consumidor (CPI) ter vindo mista, indicadores mais fortes de desaceleração, como a queda nos preços ao produtor (PPI) e, principalmente, um salto nos pedidos de seguro-desemprego para o maior nível desde 2021, solidificaram a percepção de que o Fed precisará agir para estimular a economia.
A inflação mensal subiu 0,4%, um pouco acima do esperado, mas a variação em 12 meses ficou em 2,9%, exatamente como previsto. Da mesma forma, o núcleo da inflação, que exclui itens voláteis como alimentos e energia, veio em linha com as projeções.
Este cenário derrubou os rendimentos dos títulos do Tesouro americano e impulsionou as bolsas em Wall Street a novos recordes. Para o Brasil, a conjuntura favorece o real, já que juros mais baixos nos EUA tendem a direcionar o capital global para mercados emergentes em busca de maior rentabilidade.
