Na visão do Itaú BBA, as ações da Copasa já refletem o otimismo do mercado, com valorização de cerca de 65% no ano
Por Misto Brasil – DF
A possibilidade de privatização da Companhia de Saneamento de Minas Gerais Copasa) avançou significativamente nesta semana com a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC 24/2023) pela Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).
A medida elimina a necessidade de referendo popular para a venda da companhia, mantendo o quórum qualificado de 3/5 para aprovação da operação, registra a reportagem de Lara Rozério, do InfoMoney.
A PEC, que inicialmente contemplava também a Cemig, foi restringida exclusivamente à Copasa após negociações políticas.
A aprovação representa uma redução importante nas barreiras legais e políticas para o processo de privatização, que ainda depende da aprovação em plenário da ALMG, prevista para as próximas semanas, segundo análise do Itaú BBA.
O governo estadual condiciona a privatização à redução da dívida com a União, utilizando os recursos da venda para amortizar os débitos pendentes.
O prazo para aprovação das medidas legislativas necessárias ao Propag, programa que facilita a renegociação da dívida, vai até o final de outubro, enquanto a lista de empresas a serem privatizadas ou federalizadas deve ser apresentada até dezembro.
Na visão do Itaú BBA, as ações da Copasa já refletem o otimismo do mercado, com valorização de cerca de 65% no ano. O banco tem recomendação marketperform(desempenho em linha com a média do mercado, equivalente à neutra), com preço-alvo de R$ 24,14, queda de 26% em relação ao fechamento da véspera.
