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Filas para consultas e ciurgias chega a 9 mil pessoas

Cirurgia hospital universitário mutirão Misto Brasil

Cirurgia sendo realizada em hospital universitário de universidade pública/Arquivo/Divulgação/Ebserh

Para acabar com a espera, numa situação normal, seriam necessários mais de dois anos em algumas situações para que todos fossem atendidos

Por Misto Brasil – DF

Mais de 9 mil pacientes aguardam por consultas e procedimentos nas especialidades de cirurgia ginecológica, uroginecologia e endometriose no Distrito Federal.

A demora no atendimento é resultado de diversos fatores, principalmente da falta de profissionais e da interrupção de contratos de anestesistas, conforme analisou o Ministério Público do Distrito Federal.

Em 3 de setembro, a Secretaria de Saúde apresentou um plano de ação voltado para reduzir esse déficit. O documento é acompanhado pela Promotoria de Justiça de Defesa da Saúde (Prosus).

Entre as atividades previstas no plano estão atualizar protocolo de consulta e cirurgias; realizar contratação temporária e emergencial de ginecologistas obstetras para hospitais regionais.

Também nomear ginecologistas aprovados em concurso recompor força de trabalho, reduzir absenteísmo, adquirir materiais para procedimentos especializados e otimizar os processos de trabalho.

Segundo a própria SES, se não entrasse mais nenhuma paciente na fila, levando-se em consideração a fila de janeiro de 2025, seriam necessários dois meses para operar as pacientes na fila de uroginecologia.

Oito meses para operar as pacientes que aguardam na fila para o subgrupo de cirurgia ginecológica geral, quase dois anos para endoscopia ginecológica e 39 meses para operar o subgrupo de endometriose profunda.

A cirurgia ginecológica engloba uma gama de procedimentos que são realizados para tratar condições que afetam o sistema reprodutivo feminino.

Esses procedimentos são essenciais para a gestão de diversas patologias e têm como objetivo principal a melhoria da qualidade de saúde e vida das pacientes.

A promotora de justiça da Prosus Hiza Carpina acredita que há uma necessidade urgente de qualificar a assistência à saúde da mulher no Distrito Federal, pois existe um déficit de vagas no geral para acesso a consultas especializadas em ginecologia nas suas diversas especialidades.

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