Manobras regimentais estão sendo pensadas pela oposição para ajudar o ex-presidente, mas o governo também tem estratégia
Por Misto Brasil – DF
Os aliados de Bolsonaro articulam incluir perdão irrestrito no projeto de anistia via destaque em plenário, apesar do relator focar apenas na redução de penas. A estratégia pode viabilizar anistia ampla com maioria simples, enquanto governo teme impacto na punição de crimes contra a democracia.
Segundo o G1, aliados do governo na Câmara estão preocupados com uma possível manobra da oposição durante a votação do projeto de anistia.
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A estratégia envolveria a apresentação de destaques no plenário para aprovar uma anistia ampla, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro, mesmo que o texto-base do relator não contemple essa possibilidade.
Nas votações legislativas, os deputados primeiro analisam o parecer do relator e, em seguida, votam os destaques apresentados pelos partidos.
Como se trata de um projeto de lei, qualquer alteração pode ser aprovada com maioria simples, o que facilita a inclusão de mudanças significativas, como o perdão irrestrito a Bolsonaro.
Governistas alertam que a oposição pode usar os destaques para incluir Bolsonaro, aproveitando o quórum mais baixo exigido.
Ainda segundo a apuração, parlamentares do Centrão indicam que não há clima político para aprovar uma anistia ampla. Apesar disso, aliados mais radicais de Bolsonaro criticam publicamente a mudança de foco do projeto, enquanto opositores mais pragmáticos articulam nos bastidores para alterar o texto durante a votação em plenário.
