O radar do mercado esteve a notícia de que os EUA decidiram sancionar sob a Lei Magnitsky Viviane Barci de Moraes, esposa de Moraes
Por Misto Brasil – DF
O Ibovespa fechou em queda nesta segunda-feira (22), com o mercado atento às novas sanções dos Estados Unidos e à espera de indicadores, depois de na semana passada ter registrado sucessivos recordes.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa recuou 0,48%, a 145.161,47 pontos, de acordo com dados preliminares, após marcar 144.117,01 pontos na mínima e 145.863,86 pontos na máxima.
O radar do mercado esteve a notícia de que os EUA decidiram sancionar sob a Lei Magnitsky Viviane Barci de Moraes, esposa de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Também foram impostas sanções ao Lex Instituto de Estudos Jurídicos, uma entidade controlada por Viviane Barci de Moraes e outros integrantes da família.
Moraes foi o relator do processo contra o ex-presidente Jair Bolsonaro no STF por tentativa de golpe de Estado, no qual foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão.
O dólar subiu ante o real nesta segunda-feira (22), na contramão do recuo da moeda norte-americana no exterior, com o mercado monitorando o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que participou de evento em São Paulo, e novas sanções dos Estados Unidos.
A moeda norte-americana subiu 0,32%, a R$ 5,3381, enquanto o DXY recuava 0,31% por volta das 17 horas.
O especialista em investimentos da Niomad, Bruno Shahini, avalia que o mercado brasileiro inicia a semana em clima de cautela, com o índice Ibovespa devolvendo parte dos ganhos recentes após sinais de retaliações e sanções no âmbito comercial com os Estados Unidos se intensificarem.
O temor de novas medidas, como tarifas ou restrições a negócios, que possam atingir empresas estratégicas e figuras do cenário político brasileiro, pesou na sessão de hoje, refletindo na queda das ações do setor financeiro e ampliando a percepção de risco.
Vale ressaltar, segundo o especialista, que isso ocorre após um período de otimismo para o Ibovespa, que atingiu máximas históricas na semana passada, impulsionado principalmente pelo início do corte de juros pelo Banco Central americano.
Com isso, o real se descola do comportamento do dólar no exterior, que apresentou queda em relação às principais moedas na sessão de hoje.
