Em agosto, também foi registrado um gigantesco jato de vento solar, com até 2 milhões de quilômetros de comprimento e formato de “ciclone”
Por Misdto Brasil – DF
Uma poderosa explosão no Sol resultou em um grande lançamento de plasma direcionado ao nosso planeta.
De acordo com o Instituto de Pesquisas Espaciais russo, a nuvem de plasma pode alcançar a Terra em cerca de dois dias e meio, conforme divulgou a Agência Sputnik.
Nos últimos 3-4 dias, já foram registradas outras ejeções de plasma, mas todas seguiram em direção contrária à Terra. Desta vez, porém, o fenômeno foi classificado visualmente como de grande intensidade.
Em agosto, a SuperInteressante registrou que um gigantesco jato de vento solar, com até 2 milhões de quilômetros de comprimento e formato de “ciclone”, foi registrado em vídeo pela sonda Solar Orbiter, da Agência Espacial Europeia (ESA).
A estrutura, nunca antes observada com tanto detalhe, surgiu após uma poderosa explosão na superfície do Sol e pode ajudar a desvendar como nossa estrela libera energia magnética em escala colossal.
A filmagem foi feita em 12 de outubro de 2022, ao longo de oito horas, mas divulgada apenas em março deste ano, acompanhada de um estudo no The Astrophysical Journal.
O evento começou com uma ejeção de massa coronal (EMC), uma explosão que arremessa para o espaço bilhões de toneladas de gás superaquecido (chamado plasma) junto com campos magnéticos.
É como se uma “bolha” gigante de matéria solar fosse expelida em altíssima velocidade.
Logo depois dessa ejeção, em vez de se dispersar de forma uniforme, o fluxo de partículas saiu girando em espiral.
Os cientistas apelidaram essa formação de “corda de fluxo torcida” ou “pseudoesteira”. Ela se ergueu acima do polo norte solar e permaneceu visível por mais de três horas.
