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Instituições de ensino também são invadidas por hackers

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Instituições, governos e usuários são alvos de ciberataques diários no Brasil e no mundo/Arquivo/TI Inside

Em um ano instituições tiveram 1.075 incidentes de segurança, com 851 deles levando à efetiva divulgação de dados

Por Misto Brasil – DF

Um dos setores mais visados pelo ciberataques é o setor educacional, segundo revelam dados no Data Breach Investigations Report (DBIR) 2025, relatório elaborado pela Verizon.

O documento detalha que em um ano instituições tiveram 1.075 incidentes de segurança, com 851 deles levando à efetiva divulgação de dados sensíveis.

“Embora o relatório aponte uma leve diminuição nos números em relação ao ano anterior, o que pode estar relacionado à mudança no perfil de colaboradores e na forma de coleta de informações, a ameaça de ataques na Educação segue em escala preocupante no cenário global”.

O comentário é do head de Digital Forensics and Incident Response (DFIR) na Apura Cyber Intelligence, Adriano Vallim.

De acordo com o report da Verizon, a intrusão em sistemas é, pelo terceiro ano consecutivo, o método mais utilizado por agentes maliciosos para comprometer informações no ambiente educacional.

“Esse tipo de ataque é frequentemente impulsionado por grupos sofisticados e organizados, cujo principal objetivo é o ganho financeiro, estando presente em 88% das ações”.

A espionagem também apareceu como uma motivação relevante, relacionada a 18% dos casos. Entre as técnicas empregadas, predominam o uso de malware (42%), investidas de hacking mais tradicionais (36%) e, também em destaque, os ataques de ransomware, responsáveis por 30% das violações.

Também foi observada uma significativa incidência do uso de credenciais roubadas, impulsionando 24% dos casos de invasão.

A América Latina, sozinha, respondeu por 657 do total dos incidentes registrados e 413 vazamentos confirmados analisados pela empresa, com o Brasil tendo participação destacada.

“A recomendação não é só manter, mas reforçar estratégias de proteção e conscientização, visto que a criatividade dos cibercriminosos cresce na mesma medida em que se ampliam os recursos digitais do ensino e da pesquisa”, sugeriu o especialista.

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