O país vizinho exportou para o parceiro asiático o equivalente a US$ 1,293 bilhão (15,9% do total), ante US$ 1,170 bilhão (14,4% do total) para o Brasil
Por Misto Brasil – DF
Os dados da balança comercial da Argentina em setembro mostraram que a China passou o Brasil como principal parceiro comercial, algo que segundo especialistas não acontecia desde novembro de 2022.
Especialistas disseram que isso ocorreu pela liberação momentânea das chamadas “retenciones” do agronegócio pelo governo, o que elevou as vendas especialmente de soja para o mercado chinês, informou o InfoMoney.
Os números divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística e Censos da Argentina (Indec) mostraram que o país vizinho exportou para o parceiro asiático o equivalente a US$ 1,293 bilhão (15,9% do total), ante US$ 1,170 bilhão (14,4% do total) para o Brasil.
E os argentinos compraram US$ 1,816 bilhão de produtos chineses (25,2% das importações), ante US$ 1,722 bilhão (23,9%) do Brasil.
A corrente de comércio, portanto, foi de US$ 3,10 bilhões com a China e de US$ 2,892 bilhões com o Brasil.
A prova do aproveitamento da janela de vendas agrícolas foi que as exportações argentinas para a China subiram 201,7% em setembro ante o mesmo mês do ano passado. Na mesma comparação, as exportações para o Brasil caíram 11,1%.
