O dólar à vista encerrou as negociações a R$ 5,3597, com queda de 0,20%. No cenário doméstico, o cenário fiscal voltou a “roubar a cena”
Por Misto Brasil – DF
O Ibovespa ganhou impulso com o apetite ao risco do exterior com expectativas de um acordo comercial entre os Estados Unidos e a China, de novo corte na taxa de juros norte-americana, além de uma forte valorização do minério de ferro.
Nesta terça-feira (28), o principal índice da bolsa brasileira terminou o pregão em alta de 0,31%, aos 147.428,90 pontos, com avanço pela quinta sessão consecutiva e em novo recorde nominal histórico. O maior nível de fechamento anterior foi registrado na véspera (27), aos 146.969,10 pontos.
O dólar à vista encerrou as negociações a R$ 5,3597, com queda de 0,20%.
No cenário doméstico, o cenário fiscal voltou a “roubar a cena”.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que, se necessário, o governo pode enviar ao Congresso Nacional uma proposta complementar ao projeto de isenção do Imposto de Renda (IR) para quem ganha até R$ 5 mil mensais para evitar perda de receitas e garantir a neutralidade fiscal da medida.
O especialista em investimentos da Nomad, Bruno Shahini, observou que o dólar recua frente ao real em meio à melhora do sentimento global de risco e à expectativa de novo corte de juros pelo Federal Reserve nesta semana.
A perspectiva de uma política monetária mais acomodatícia nos Estados Unidos com aumento o diferencial de juros Brasil e EUA e incentiva o fluxo para ativos de maior retorno, beneficiando moedas emergentes.
“Além disso, a expectativa de um possível entendimento entre Donald Trump e Xi Jinping reforça o apetite por risco, impulsionando a bolsa brasileira e favorecendo o câmbio. O movimento de hoje reflete um ambiente de menor aversão global e reforça apostas na continuidade do ciclo de desvalorização do dólar”.
