Dos 113 presos, pelo menos 33 eram de fora do Rio de Janeiro. Eram da Bahia, de Pernambuco e do Pará, segundo fontes da Polícia Civil
Por Misto Brasil – DF
A megaoperação das forças de segurança do Rio, que deixou 121 mortos (segundo informou o governo fluminense) nos complexos do Alemão e da Penha, repercutiu internacionalmente por escancarar um cenário típico de guerra.
Com o uso de drones para lançar granadas contra os agentes, o tráfico demonstrou grande resistência para defender os principais quartéis-generais do Comando Vermelho.
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Ao entrar nas comunidades, os policiais também se depararam com a resistência de criminosos de outras regiões do país, que vieram para o Rio em busca de abrigo nas favelas e passaram a reforçar o “exército” do tráfico carioca, principalmente nas áreas de mata.
Dos 113 presos, pelo menos 33 eram de fora do Rio de Janeiro, segundo a Polícia Civil, conforme divulgou o jornal Extra.
Em um levantamento interno, a corporação identificou a origem de 28 deles: 18 da Bahia, três de Pernambuco e quatro do Pará. Outros três foram identificados como vindos de Santa Catarina, Espírito Santo e Maranhão.
Fontes das polícias civis de outros estados afirmam que cada comunidade do Rio funciona de um jeito, mas que os criminosos que buscam refúgio no Rio precisam colaborar com a proteção do território, fazendo “plantões” e exibindo armamentos pesados.
Entre os fuzis apreendidos pelas forças de segurança, pelo menos dois tinham a inscrição CV AM (Comando Vermelho do Amazonas) e outro trazia a marca “Tropa de Manaus”.
Um pastor da Penha, sob anonimato, afirmou ser comum a presença desses forasteiros na mata da Vacaria, na Serra da Misericórdia, localizada no Complexo da Penha. Foi lá que a maior parte do confronto com a polícia aconteceu durante a megaoperação.
