Mais de 82,9 mil candidatos estavam aptos a comparecer e responder às 90 questões de matemática, química, física e biologia
Por Alex Rodrigues e Guilherme Jeronymo – DF
O segundo dia de provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2025 começou sem registros de transtornos ou ocorrências de destaque no Distrito Federal. Os portões dos locais de prova foram fechados pontualmente às 13 horas (horário de Brasília) – meia hora antes do início do certame.
Ansiosos para as provas de exatas e ciências da natureza, candidatos chegaram cedo, em dia de sol forte, para evitar contratempos.
Em todo o país, mais 4,81 milhões de estudantes se inscreveram para participar do exame, considerado a principal ferramente de acesso ao ensino superior no Brasil, e aceito por algumas instituições de ensino do exterior.
Só no Distrito Federal, mais de 82,9 mil candidatos estavam aptos a comparecer e responder às 90 questões de matemática, química, física e biologia.
Segundo a Polícia Militar do Distrito Federal e Territórios, até as 14 horas, poucas ocorrências tinham exigido a intervenção policial, quase todas elas relacionadas à perturbação do sossego em áreas próximas aos locais de prova, como no caso de um motorista que estava estacionado próximo a um destes lugares, com o som do carro ligado, com o volume alto.
Além disso, um aluno teve convulsões já dentro da sala de aula, pouco antes do início das provas, e teve que ser atendido pelo Corpo de Bombeiros.
A estudante universitária Luiza Jesus Matos, de 19 anos, chegou ao local de provas, no bairro Asa Norte, em Brasília, antes das 11 da manhã. Embora esta seja a segunda vez que está prestando o Enem desde que concluiu o Ensino Médio, no fim de 2024, ela não escondia a ansiedade.
“Estou me sentindo mais preparada que da primeira vez [no ano passado]. Mesmo assim, estou nervosa”, contou Luiza à Agência Brasil.
Ao longo deste ano, a jovem se desdobrou para conciliar a preparação para o Enem com as aulas do segundo semestre do curso de Ciências Políticas, que faz em uma universidade privada de Brasília, com as do curso de Tecnologia em Eventos, do Instituto Federal de Brasília.
“Estudei para o Enem todos os dias sozinha. Assistia a vídeo-aulas e fazia resumos que, depois, eu repetia em frente ao espelho, para decorar o que aprendi”, acrescentou a estudante
Luiza admite a possibilidade de estar ainda mais nervosa neste segundo dia do que no domingo anterior (09), quando os candidatos tiveram que responder a 90 questões objetivas de Linguagens e Ciências Humanas e escrever uma redação sobre as perspectivas acerca do envelhecimento na sociedade brasileira.
“Tenho mais dificuldades com matemática do que as humanas em geral. Daí, o nervosismo hoje. Se bem que, na semana passada, eu estava muito ansiosa em relação à redação. No fim, eu achei o tema bem de boa”, concluiu a estudante.
A mãe de Luísa, a assistente social Chris de Jesus Nunes, acompanhou a filha para demonstrar seu apoio e, ao mesmo tempo, tentar manter a filha calma.
“Tem que levar na tranquilidade, ou não consegue fazer a prova”, disse, antes de reconhecer à reportagem que todo o processo é muito cansativo, e o estresse, natural.
“É um processo muito cansativo, tanto para eles [candidatos], quanto para a gente [parentes e cuidadores]. São muitas horas de estudo, se preparando”.
