Até o momento, com a nova aeronave Gripen, somente nove unidades foram recebidas e nenhuma está plenamente operativa
Por Misto Brasil – DF
A Força Aérea Brasileira (FAB) iniciará em Natal (RN) uma série de testes com mísseis de longo alcance utilizando os caças F-39 Gripen, informou a Agência Sputnik.
Relata-se que quatro aeronaves foram transferidas da Base Aérea de Anápolis (GO) para participar dos exercícios, que terão duração de três semanas e usarão drones de alta performance como alvos simulados.
O Gripen, embora já considerado operacional desde abril, segue em fase de integração de sistemas de armas como os mísseis Meteor e Iris-T.
De acordo com o tenente-coronel Ramon Fórneas, comandante do Esquadrão Jaguar, a expectativa é de que a frota alcance plena capacidade em 2026, assumindo gradualmente o lugar dos veteranos F-5.
O Brasil recebeu na noite desta sexta-feira (14) uma unidade do caça F-39 Gripen, a nova aeronave de um projeto de 36 unidades que é marcado por atrasos na entrega gerados por falta de orçamento.
O Gripen recém-chegado tem matrícula FAB 4111 e faz parte do programa de renovação da frota da Força Aérea Brasileira (FAB), cuja execução tem enfrentado atrasos e dificuldades de financiamento ao longo dos últimos 11 anos, informou a Gazeta do Povo.
A aeronave, fabricada em Linköping, na Suécia, pela Saad, percorreu mais de dez mil quilômetros até chegar ao país, sendo transportada por via marítima a partir de Norrköping. O
desembarque ocorreu no porto de Navegantes (SC), após cerca de 20 dias de travessia do Atlântico, em uma operação logística complexa coordenada pela Comissão Coordenadora do Programa Aeronave de Combate (Copac), com apoio de diversas áreas da FAB e do Centro de Transporte Logístico da Aeronáutica.
Mais de dez anos desde a assinatura do contrato para renovação da frota de caças brasileiros, o programa F-39 Gripen é marcado por atrasos, entraves financeiros e indefinições que colocam em xeque o cronograma original.
Firmado em 2014, ainda no governo Dilma Rousseff (PT) o acordo de US$ 4,5 bilhões (R$ 26 bilhões) prevê a entrega de 36 aeronaves, além de cooperação industrial e um programa de transferência de tecnologia entre Brasil e Suécia.
Até o momento, com a nova aeronave, somente nove unidades foram recebidas e nenhuma está plenamente operativa para missões de combate.
