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Violência sexual é rotina para uma em cada três mulheres

Assédio no trabalho manifestação mulheres Misto Brasil

Houve crescimento de registros de denúncias de assédios no trabalho/Arquivo/Brasil de Fato

Em seu relatório, a agência da ONU estimou que 840 milhões de mulheres em todo o mundo já sofreram violência

Por Misto Brasil – DF

A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou que quase uma em cada três mulheres já sofreu violência sexual ou perpetrada por um parceiro íntimo.

Em um relatório divulgado nesta quarta-feira (19), a entidade afirma que nenhuma sociedade “pode se considerar justa, segura ou saudável enquanto metade de sua população viver com medo”.

“A violência contra as mulheres é uma das injustiças mais antigas e comuns da humanidade, e ainda assim, uma contra as quais menos agimos”, afirmou o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus , em nota.

Em seu relatório, a agência da ONU estimou que 840 milhões de mulheres em todo o mundo – quase um terço das pessoas do sexo feminino a partir dos 15  anos – já sofreram violência por parte de um parceiro ou violência sexual em algum momento de suas vidas.

Somente em 2024, 316 milhões de mulheres – ou 11% da população feminina global com 15 ou mais anos de idade – sofreram violência física ou sexual por parte de um parceiro íntimo, segundo o relatório publicado pouco antes do Dia Internacional da Eliminação da Violência contra a Mulher, em 25 de novembro.

O documento revela que a violência contra as mulheres começa cedo. A OMS destacou que, somente nos últimos 12 meses, 12,5 milhões de meninas adolescentes – 16% do total das jovens com idades entre 15 e 19 anos – sofreram violência física e/ou sexual por parte de um parceiro íntimo.

Os avanços têm sido “dolorosamente lentos”, disse a OMS, apontando que a violência por parceiro íntimo diminuiu apenas 0,2% ao ano nas últimas duas décadas.

LynnMarie Sardinha, do departamento de saúde sexual, reprodutiva, materna, infantil e do adolescente e do envelhecimento da OMS, alertou que o número de casos relatados pode até começar a aumentar.

“Uma conscientização maior provavelmente levará a uma quantidade maior de relatos de violência”, afirmou a repórteres.

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