O grupo que declara não ter condições de pagar aumentou para 18,4% (196.931 famílias), acréscimo de 12,3 mil novos casos
Por Misto Brasil – DF
O endividamento das famílias brasilienses atingiu 76,5% em outubro, mantendo a trajetória de alta iniciada em fevereiro. São 819.778 famílias com dívidas a vencer – 26,8 mil a mais que no mês anterior.
A inadimplência, que significa dívida em atraso, recuou levemente, de 42,3% para 42,1%, somando 450.729 famílias, conforme pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor da Fecomércio-DF.
O grupo que declara não ter condições de pagar aumentou para 18,4% (196.931 famílias), acréscimo de 12,3 mil novos casos.
Para o presidente do Sistema Fecomércio-DF, José Aparecido Freire, a entrada de aproximadamente R$ 10,5 bilhões na economia com o 13º salário – estimativa do Dieese – pode ajudar a reduzir o número de famílias com dívidas.
Ele lembra que, no início do ano, a PEIC registrou queda expressiva entre os que não tinham condições de pagamento.
“Parte do 13º injetado na economia do DF é usada para que as famílias sejam reinseridas no mercado de crédito”.
Segundo a PEIC-DF, o comprometimento da renda se manteve estável em 22,1%, abaixo dos 29,6% registrados no índice nacioal.
O atraso médio das contas caiu de 74 para 69 dias. Apesar da inadimplência acima de 40% desde o fim de 2024, os demais indicadores mostram certa estabilidade diante do cenário de juros dos últimos dois anos.
