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Oposição vai para tudo ou nada para o projeto de anistia

Câmara dos Deputados plenário anistia Misto Brasil DF

Plenário da Câmara Legislativa na votação da urgência do projeto de anistia/Arquivo/Bruno Spada / Câmara dos Deputados

O plano definido é pressionar para que a anistia aos envolvidos no 8 de janeiro seja votada ainda nesta semana, independentemente do texto

Por Misto Brasil – DF

Diante da prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), a oposição pressiona para destravar o projeto da anistia nesta semana.

Parlamentares querem aproveitar o estremecimento na relação entre o governo e a cúpula do Congresso Nacional para fazer a matéria andar.

Nesta segunda-feira (24), deputados e senadores da bancada do PL (Partido Liberal) se reuniram em Brasília para discutir uma estratégia de ação frente a prisão de Bolsonaro.

O plano definido é pressionar para que a anistia aos envolvidos no 8 de janeiro seja votada ainda nesta semana, independentemente do texto.

O relator da matéria, Paulinho da Força (Solidariedade-SP), anunciou que a matéria irá se limitar apenas à revisão das penas, sem contemplar uma anistia.

Os parlamentares do PL pretendem apoiar a votação do relatório e defender a aprovação de um destaque.

A relação entre o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o governo se complicou durante a tramitação do PL Antifacção. A apreciação na Câmara Baixa rendeu a Hugo a acusações de trair o governo e de tentar enfraquecer a PF (Polícia Federal).

Diante da crise de confiança, o líder do PT na Câmara dos Deputados, Lindbergh Farias (RJ), afirmou que Hugo deveria assumir a “responsabilidades por suas escolhas”.

“Ele que assuma as responsabilidades por suas ações e não venha debitar isso na minha atuação como líder da Bancada do PT”, disse o líder.

No Senado, a situação não é muito diferente. A indicação de Jorge Messias para ocupar vaga no STF (Supremo Tribunal Federal) desagradou o presidente Davi Alcolumbre (União-AP), que defendia a indicação do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG). A escolha criou ruídos na relação com o governo. (Redação da CNN Brasil)

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