A multidão, usando bonés e agitando bandeiras venezuelanas, entoava slogans invocando a “pátria soberana” contra os Estados Unidos
Por Misto Brasil – DF
O chavismo mobilizou milhares de venezuelanos na terça-feira (25) em defesa dos símbolos nacionais e contra a campanha de pressão exercida pelos Estados Unidos contra a Venezuela.
A manifestação foi apresentada como um ato “anti-imperialista” e uma “defesa da soberania”, concentrada em Caracas, com eventos semelhantes em diversas outras cidades.
A marcha, organizada pelo Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), teve como foco dois símbolos centrais: a bandeira tricolor de oito estrelas e a espada de Simón Bolívar, com o objetivo de transmitir uma mensagem de unidade dentro e fora do país.
A multidão, usando bonés e agitando bandeiras venezuelanas, entoava slogans invocando a “pátria soberana”, enquanto centenas de militares fardados acompanhavam a manifestação, superando em número os civis em algumas áreas.
Após as 17 horas (horário local), Nicolás Maduro juntou-se à marcha, trajando vestimentas militares, acompanhado por altos funcionários chavistas e generais das Forças Armadas Nacionais Bolivarianas.
Uma das participantes, Joselyn Báez, de 32 anos, estudante de Relações Internacionais e funcionária da vice-presidência, expressou seu apoio a “Maduro e sua luta”.
Báez afirma estar preparada para pegar em armas caso ocorra um ataque e garante ter recebido treinamento para fazê-lo “de forma responsável”.
“Ficar de braços cruzados é deixar de defender o país.” Segundo a funcionária pública, Trump quer estabelecer uma “hegemonia” e por isso “declarou um país pacífico que só quer a paz como uma organização terrorista”.
