Caberá aos 69 deputados decidir se mantêm ou revogam a prisão, votação que exige maioria absoluta, ou seja, ao menos 36 votos
Por Misto Brasil – DF
Nascido em São Gonçalo, criado em Maricá e sexto deputado estadual mais votado do Rio em 2022 — com votação massiva em outra cidade, Itaboraí —, Guilherme Delaroli (PL) fez 50 anos na última segunda-feira.
Em seu primeiro mandato, ele não imaginava que, dois dias após festejar o aniversário, receberia de “presente” o mais alto posto na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj): a cadeira da presidência, escreveram Marcos Nunes e Jéssica Marques, do Extra,
A presidência era ocupada por Rodrigo Bacellar (União), preso na última quarta-feira (03). Nesta segunda-feira, os deputados estaduais devem decidir o futuro de Bacellar.
Caberá aos 69 deputados decidir se mantêm ou revogam a prisão — decisão que exige maioria absoluta, ou seja, ao menos 36 votos dos 69.
Também será analisado se permanece o afastamento do parlamentar do comando da Alerj.
A convocação extraordinária abre oficialmente o processo interno de avaliação da prisão, que mobiliza a Assembleia desde a deflagração da operação da Polícia Federal na terça-feira.
Interino no cargo, o parlamentar vem de mais um clã político que emerge num estado que já viu outras famílias dominarem, primeiro, redutos locais, para depois expandirem suas fronteiras.
O atual mandachuva da Alerj é irmão de Marcelo Delaroli (PL), prefeito de Itaboraí, reeleito para o cargo, em 2024, com mais de 90% dos votos válidos.
O deputado também é pai do vereador João Delaroli (PL), atual presidente da Câmara Municipal de Itaboraí.
E a marca dos Delaroli na cidade da Região Metropolitana fluminense já aparece para além das urnas. A Maternidade Helena Delaroli, nome da avó do prefeito e do deputado, por exemplo, foi inaugurada em maio de 2023.
