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Chile escolhe neste domingo o novo presidente

Chile candidatos Jeannete Jara e José Kast Misto Brasil

comunista Jeannette Jara e o candidato de ultradireita José Antonio Kast, que emergiram como os favoritos/Arquivo/Reproduçào

Se confirmado o favoritismo, José Kast deverá se tornar o líder mais à direita do país desde o regime de Pinochet

Por Misto Brasil – DF

A um dia do segundo turno das eleições presidenciais no Chile, as pesquisas – cuja divulgação é proibida na véspera do pleito, mas que são comentadas nos bastidores – indicavam uma clara vantagem para o candidato da ultradireita José Kast sobre a comunista e ex-ministra Jeannette Jara, apoiada pelo atual presidente, Gabriel Boric.

Se confirmado o favoritismo, Kast, de 59 anos, deverá se tornar o líder mais à direita do país desde o fim do regime de Augusto Pinochet (1973-1990), após uma campanha fortemente marcada pelos temas da segurança pública e imigração.

Sua vitória marcaria a maior mudança política do país em décadas e se somaria à crescente onda de governos de direita na América Latina, à medida que a indignação gerada por temas como criminalidade e imigração substituiu as demandas por maior igualdade e se tornaram temas centrais para muitos eleitores.

No primeiro turno, em 16 de novembro, Jara e Kast obtiveram cerca de um quarto dos votos cada, com ligeira vantagem para a esquerdista. Mas, como o terceiro, o quarto e o quinto colocados também eram de direita, espera-se que votos migrem para Kast, o que lhe daria os 50% necessários para garantir a vitória.

Analistas concordam que sua vitória é quase certa, embora erros recentes em sua campanha e seu fraco desempenho no debate de 3 de dezembro tenham adicionado alguma tensão – entre os erros estão uma declaração de um membro de seu partido a favor do indulto para estupradores de crianças e a incapacidade do Kast de explicar seu plano para expulsar estrangeiros.

Alguns observadores não descartam que, em uma disputa que parece praticamente decidida, uma pequena janela de oportunidade para surpresas de última hora ainda pode se abrir.

Ao contrário do que se poderia pensar – dado que o segundo turno apresenta uma mulher filiada ao Partido Comunista e um homem fundador do Partido Republicano, de extrema direita – o segundo turno, em 14 de dezembro, não será uma batalha entre posições extremistas.

Embora os candidatos de centro tenham sido derrotados de forma contundente nas primárias e no primeiro turno, os centristas ainda detêm ainda algum poder e certamente têm muito a dizer.

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