É o caçula de dez irmãos. Filho de imigrantes alemães que se estabeleceram no país no final da década de 1950
Por Misto Brasil – DF
Após as 19h, o Serviço Eleitoral (Servel) do Chile atualizou a contagem de votos, confirmo o 24Horas.
José Antonio Kast (Partido Republicano) tornou-se o novo Presidente do Chile com 59,83% dos votos, contra 40,17% de sua oponente, Jeannette Jara (Unidade pelo Chile), após a apuração de mais de 25% das urnas.
A posse está prevista para 11 de março de 2026.
Chile escolhe neste domingo o novo presidente
A candidata derrotada da esquerda, Jeannette Jara, fez suas considerações finais após perder o segundo turno das eleições presidenciais para o republicano José Antonio Kast. Atualizado às 20h20
A ex-ministra do Trabalho do governo Boric discursou em meio a gritos de rejeição de seus apoiadores, dirigidos ao presidente eleito.
“Entrei em contato com o presidente eleito José Antonio Kast porque estou convencida de que devemos respeitar a vontade do povo“.
“‘E na derrota que mais aprendemos e onde nossa convicção democrática deve ser mais forte”, declarou a ativista comunista, registrou o El País.
O primeiro turno, em 16 de novembro, o então presidente republicano alcançou 23,92% das preferências, enquanto o candidato oficial obteve 26,85%.
José Antonio Kast é o caçula de dez irmãos. Filho de imigrantes alemães que se estabeleceram no país no final da década de 1950, sua família tem forte tradição empreendedora na comuna de Paine.
Ele também é pai de nove filhos e está casado desde 1991 com a advogada María Pía Adriasola , que geralmente o acompanha e até participou ativamente de suas campanhas presidenciais.
Desde jovem, participou da política. No final da década de 1980, foi candidato à Federação Estudantil da Universidade Católica, onde conheceu Jaime Guzmán e se juntou ao movimento estudantil; chegou a participar da campanha do “Sim”.
Em sua carreira política, atuou como deputado do partido UDI por quatro mandatos consecutivos, como líder de bancada e como secretário-geral. No entanto, sua filiação ao partido terminou após 20 anos, em maio de 2016, quando renunciou, alegando que suas ideias não encontravam mais espaço dentro do partido.
Um ano depois, ele embarcou em sua primeira campanha presidencial como independente. Mas, em 2019, formalizou a criação do nascente Partido Republicano perante o Serviço Eleitoral (Servel), desta vez portando o icônico escudo tricolor do Capitão América.
Naquela época, ele afirmou ser um candidato antipopulista e se distanciou da coligação Chile Vamos. Em 2021, em sua segunda candidatura à presidência, obteve mais de 3 milhões de votos, mas perdeu no segundo turno para Gabriel Boric.
Em janeiro deste ano, ele foi proclamado novamente candidato à presidência.
