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Emendas dos distritais serão rastreadas agora pelo TCDF

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Palácio do Buriti é a sede da administração distrital/Arquivo/Agência Brasília

Em fevereiro de 2025, o governo federal cancelou a transferência de R$ 26 milhões em emendas de parlamentares do Distrito Federal

Por Misto Brasil – DF

O Tribunal de Contas do Distrito Federal vai acompanhar e fiscalizar a rastreabilidade dos recursos de emendas parlamentares em todas as etapas da execução orçamentária e financeira

É para garantir que os órgãos e entidades do GDF cumpram os padrões de registro e controle previstos na legislação.

Em fevereiro de 2025, o governo federal cancelou a transferência de R$ 26 milhões em emendas de parlamentares do Distrito Federal que seriam enviadas a uma entidade privada sem fins lucrativos sediada em Maceió (AL).

De acordo com a nova norma, o corpo técnico vai verificar quem é o deputado distrital ou federal  proponente e qual o valor de cada emenda parlamentar.

Qual o órgão ou entidade é responsável pela execução da despesa; se há indicação da localidade que será beneficiada pelo projeto ou ação custeada.

Se existe cronograma de execução, com datas estimadas de início e término; os dados contábeis e as evidências da execução da emenda, como notas fiscais, medições, relatórios e fotografias, por exemplo; os negócios celebrados, como termos de colaboração ou de fomento; entre outros detalhes.

O governo distrital terá que adequar e manter os sistemas orçamentários, financeiros e de gestão para permitir o cadastro, a identificação, o registro, o acompanhamento e a rastreabilidade integral das emendas parlamentares.

O tribunal de contas também vai orientar e fiscalizar os gestores públicos para prevenir e coibir práticas vedadas, como o uso de contas bancárias intermediárias ou “de passagem”, saques em espécie e demais mecanismos que comprometam o controle do gasto público.

Em 2024, um estudo da Transparência Brasil revelou que R$ 8,2 bilhões em emendas foram executados sem possibilidade de identificação do parlamentar responsável, devido à falta de rastreabilidade.

A realidade dificulta o trabalho dos tribunais de contas e reduz a capacidade de controle sobre o uso do dinheiro público.

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