A maioria das prefeituras estão despreparadas para apresentar projetos técnicos para receber os recursos do Novo PAC
Por Misto Brasil – DF
Pelo menos R$ 11 bilhões devem ser investidos no próximo ano em saneamento – R$ 5 bilhões no abastecimento de água em áreas urbanas, R$ 645 milhões nas áreas rurais e R$ 5,6 bilhões em esgotamento sanitário.
Cerca de 300 municípios podem ser beneficiados com obras de ampliação dos serviços de acesso à água potável, tratamento e destinação correta do esgoto, garantindo melhor qualidade de vida à população.
Para o presidente da Associação Paulista de Empresas de Consultoria e Serviços em Saneamento e Meio Ambiente (Apecs), Ricardo Lazzari Mendes, desde o anúncio do Marco Legal do Saneamento, um dos obstáculos rumo à universalização tem sido justamente a dificuldade de pequenos municípios em apresentar projetos de engenharia.
“A maioria das cidades brasileiras sequer dispõe de profissionais especializados para dar conta dessa tarefa”.
“É importante buscar a solução em empresas especializadas em engenharia consultiva, que são capazes de atender essa demanda e oferecer os melhores caminhos”.
Aprovado em 2020, o Novo Marco Legal do Saneamento estabelece que até 99% da população brasileira deve ter acesso à água potável e 90% ao serviço de coleta e destinação correta do esgoto, até o ano de 2033.
Apesar dos investimentos feitos até o momento, cerca de 34 milhões de pessoas ainda não têm acesso à água potável e mais de 90 milhões não têm o esgoto tratado de forma adequada.
