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Caíram as fraudes com cartões no terceiro trimestre

Cartão de crédito negócios Misto Brasília

Cartão de crédito faz parte do dia a dia do brasileiro, mas puxa o número de devedores/Arquivo/Divulgação

A fraude presencial continua próxima de zero e se mantém estável. Nos pagamentos online, o índicecaiu para para 34,5 b.p.

Por Misto Brasil – DF

O índice que mede a fraude por valor financeiro transacionado com cartões caiu 23,8% neste terceiro trimestre, em comparação com o mesmo período de 2022.

Segundo o levantamento, o indicador Monitor de Fraudes caiu de 12,8 para 9,8 basis point (valor de fraude, dividido pelo valor das transações aprovadas e multiplicado por 10.000) no período.

O monitor é uma criação da Associação Brasileira das Empresas de Cartão de Crédito e Serviços (Abecs).

A fraude presencial continua próxima de zero e se mantém estável em 1,2 b.p. Já no ambiente não presencial (pagamentos online), o índice, embora mais alto, teve uma importante redução de 36,5%, saindo de 54,4 b.p. para 34,5 b.p. entre o terceiro trimestre de 2022 e o mesmo período de 2025.

A queda se deve, principalmente – segundo a Abecs -, aos contínuos investimentos do setor em processos de autenticação, como a tokenização e o protocolo 3DS 2.0, que ajudam a confirmar a legitimidade da compra, além de sistemas de prevenção que usam inteligência artificial para monitorar em tempo real o comportamento de uso do cartão.

Outro dado do mesmo levantamento é o índice de fraude por quantidade, que teve um recuo no mesmo período analisado, de 32,4%, passando de 52 para 35 fraudes a cada 100 mil transações com cartões.

A redução é maior se observado que a quantidade de pagamentos com cartões no Brasil cresceu mais de 20% nos últimos três anos.

O tíquete médio de compras fraudulentas foi de R$ 263,50, valor considerado muito baixo em relação a outros meios de pagamento, como o Pix.

Na comparação entre as modalidades de cartão, a fraude costuma ser um pouco mais alta no cartão de crédito (R$ 266,69) do que no débito (R$ 163,88) e no pré-pago (R$ 122,73). O valor médio da fraude também é maior no ambiente presencial (R$ 322,16) do que no online (R$ 258,74).

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