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Maduro busca apoio da China e Rússia contra bloqueio

Nicolás Maduro e Serguei Rússia

Serguei Lavrov, após uma reunião com o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro/Arquivo/Divulgação

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lin Jian, afirmou na segunda-feira (22) que seu país “se opõe sistematicamente a sanções unilaterais ilegais”

Por Misto Brasil – DF

A pressão exercida pela apreensão de petroleiros pelos EUA no Caribe obrigou o governo de Nicolás Maduro a fortalecer os laços com a China, a Rússia e o Irã, seus principais parceiros comerciais e aliados.

O presidente venezuelano alertou que o bloqueio naval no Caribe “afetará o fornecimento de petróleo e energia em todo o mundo”, conforme noticiou o jornal espanhol El País.

Após a apreensão de dois navios e a perseguição de um terceiro pelas autoridades americanas, considerada pela Casa Branca como uma guerra contra os “navios fantasmas” , a China acusou os Estados Unidos de “violar o direito internacional” pelo que descreveu como “uma apreensão arbitrária de navios de outro país”.

“A Venezuela tem o direito de desenvolver de forma independente uma cooperação mutuamente benéfica com outros países”.

A China é o principal destino do petróleo venezuelano. Quase 700 mil barris por dia dos 1,2 milhão produzidos atualmente pela PDVSA são destinados ao país asiático.

Apesar do bloqueio imposto por Washington, com o aumento da vigilância sobre navios que transportam petróleo bruto sancionado — não apenas da Venezuela, mas também do Irã e da Rússia — o regime chavista afirma que continuará seus embarques e chegou a mobilizar escoltas para a saída de petroleiros dos portos venezuelanos.

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