E aumenta de forma significativa o risco de desidratação, especialmente entre gestantes, crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas. Veja as dicas
Por Misto Brasil – DF
O Brasil atravessa um período de calor intenso, com cerca de oito estados sob alerta laranja para temperaturas elevadas.
Em São Paulo, a capital registrou recordes históricos recentes para o mês, refletindo um cenário que se estende por diferentes regiões do Sudeste, Centro-Oeste e Sul, onde o calor severo se soma à baixa umidade do ar.
Nessas condições, o organismo perde líquidos de forma acelerada, o que aumenta de forma significativa o risco de desidratação, especialmente entre gestantes, crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas.
Em dias de calor extremo, a perda hídrica pode chegar a até 1,5 litro por hora durante atividades ao ar livre, o que exige atenção redobrada à ingestão de líquidos.
Pesquisas de mercado indicam que mais de 60% dos brasileiros não consomem a quantidade mínima recomendada de água diariamente, um hábito que tende a se agravar durante o verão.
Entre os idosos, a situação é ainda mais preocupante, já que esse grupo responde por cerca de 40% das internações por desidratação no estado de São Paulo, segundo dados da Secretaria de Estado da Saúde.
A médica endocrinologista e metabologista PHD pela USP, Elaine Dias JK, a hidratação deve ser tratada como prioridade, sobretudo em períodos de calor intenso.
“A recomendação diária de ingestão de água gira em torno de 2 a 3 litros, mas, diante das atuais condições climáticas, é fundamental aumentar esse consumo para compensar a perda de líquidos pelo suor e pela respiração”.
“Altas temperaturas e respiração mais rápida e superficial favorecem a eliminação de água pelo organismo, o que pode levar rapidamente à desidratação”.
Entre os principais sintomas de desidratação estão sede excessiva, boca seca, redução do volume urinário, urina escura, cansaço, desânimo, tontura, vertigem, fadiga, pele seca e fria e aceleração dos batimentos cardíacos.
