A tendência se reverteu ao longo da sessão, impulsionada pelo bom humor das bolsas globais e pela valorização das commodities
Por Misto Brasil – DF
O dólar iniciou a semana repercutindo a ação militar dos Estados Unidos na Venezuela, que depôs o presidente Nicolás Maduro. A expectativas por dados de inflação no Brasil também ficaram no radar.
Nesta segunda-feira (05), o dólar à vista encerrou a sessão a R$ 5,4055, queda de 0,37%.
O movimento acompanhou a tendência externa. Por volta das 17h (horário de Brasília), o DXY, indicador que compara o dólar a uma cesta de seis divisas globais, como euro e libra, caía 0,16%, aos 98.265 pontos.
O especialista em investimento da Nomad, Bruno Shahini, observou que o mercado de câmbio iniciou o dia sob cautela, pressionado pelo risco geopolítico decorrente da prisão de Nicolás Maduro, o que levou a alta do dólar pela manhã.
Atendência se reverteu ao longo da sessão, impulsionada pelo bom humor das bolsas globais e pela valorização das commodities, com destaque para o petróleo.
O movimento de queda da moeda americana ganhou força definitiva após a divulgação do índice de atividade industrial nos EUA abaixo do esperado, indicando desaquecimento na atividade.
Esse dado enfraqueceu o índice DXY globalmente, permitindo que o Real acompanhasse a queda do dólar no exterior e encaminha-se para fechar em queda.
No mercado acionário, as praças da América Latina absorveram bem o noticiário geopolítico, sem registrar quedas significativas; o Ibovespa opera em alta, em sintonia com o apetite ao risco no exterior.
O grande destaque do dia, contudo, vem do mercado de bonds: títulos de dívida em dólar da Venezuela e da estatal PDVSA. dispararam em 40% com a expectativa de uma possível reabertura da econômica e revitalização da indústria de petróleo do país.
