O ouro abriu o pregão desta segunda-feira cotado a cerca de R$ 770 por grama. O dólar começou cotado a R$ 5,43
Por Misto Brasil – DF
O dólar abriu hoje cotado a R$ 5,43, apresentando leve alta, após forte queda no primeiro pregão de 2026. Refletindo correção de risco e menor liquidez típica do início do ano.
Às 9h04, o dólar à vista subia 0,09%, a R$ 5,428 na venda. O dólar futuro opera em alta de 0,24%, aos R$ 5,468 na venda. Texto atualizado às 11h30
Às 11h30, o Banco Central realiza leilão de 50 mil contratos de swap cambial para rolagem do vencimento de 2 de fevereiro.
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O mercado opera em clima de cautela, intensificado pela notícia da prisão de Nicolás Maduro, que trouxe apreensão adicional aos investidores e reforçou a busca por ativos de proteção. O fluxo cambial segue moderado, sem grandes movimentos de entrada ou saída, em linha com o baixo volume de negócios observado após o feriado.
Na agenda doméstica, os agentes monitoram os primeiros sinais da política fiscal do governo e os indicadores de inflação previstos para esta semana.
O IPCA e dados de atividade devem balizar expectativas sobre os próximos passos do Banco Central, que mantém postura vigilante diante das pressões inflacionárias.
O ouro abriu o pregão desta segunda-feira cotado a cerca de R$ 770 por grama, apresentando alta em relação ao fechamento anterior. A onça troy do metal, referência internacional de 31,1035 g, está negociada em torno de US$ 4.431 por onça no mercado global, refletindo os fluxos de negociação em Nova York e Londres no início da sessão desta segunda-feira.
O mercado opera refletindo a busca por proteção diante das incertezas globais, nesse sentido, o ouro segue como ativo de segurança, especialmente em momentos de volatilidade cambial e geopolítica.
Diante do cenário internacional, o ouro passou a refletir não apenas as expectativas em torno da política monetária dos Estados Unidos, mas também o aumento da aversão ao risco provocado pela crise política na Venezuela.
O mercado observa atentamente os discursos de dirigentes do Federal Reserve e a divulgação de dados de emprego e atividade, que podem alterar as apostas sobre cortes de juros em 2026, ao mesmo tempo em que cresce a busca por ativos de proteção diante do ambiente geopolítico mais instável.
Juros mais baixos tendem a favorecer o ouro, por reduzir o custo de oportunidade de carregar o metal. Além disso, tensões geopolíticas e oscilações nas commodities reforçam o apelo do ouro como reserva de valor, comentou o economista Mauriciano Cavalcante, da Ourominas.
Também trouxeram à tona a questão das potenciais mudanças na dinâmica global da oferta de petróleo.
Conforme destaca o JPMorgan, embora a situação introduza incertezas em relação a essa dinâmica, a visibilidade sobre o que esperar da produção venezuelana neste momento ainda é limitada.
Diante desse cenário, os analistas se concentraram em avaliar como um cenário de preços mais baixos do petróleo – caso se concretize – afetaria as empresas que acompanham, em vez de especular sobre a trajetória final da oferta venezuelana.
Petróleo cotado hoje
Os preços do petróleo registraram leve queda nesta segunda-feira (5), em um movimento que refletiu a percepção de que a oferta global segue adequada para atender à demanda, mesmo diante do aumento das tensões geopolíticas envolvendo os Estados Unidos e a Venezuela.
O mercado reagiu de forma contida à captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro por forças norte-americanas no fim de semana, sinalizando que, até o momento, não há impactos relevantes sobre o fluxo global de petróleo.
Por volta das 6h05 (horário de Brasília), o barril do tipo Brent recuou cerca de 1%, sendo negociado próximo de US$ 60. Já às 8h, os preços passaram a operar em leve recuperação, com alta de 0,13%, a US$ 60,83.
O petróleo americano WTI acompanhou o mesmo movimento: após cair aproximadamente 1% nas primeiras horas do dia, passou a subir 0,30%, sendo cotado a US$ 57,49, de acordo com o economista e sócio da iHUB Investimentos, Lucas Sharau.
