O ministro deverá se despedir do cargo ainda em janeiro, de acordo com uma entrevista. Juros dos EUA não devem cair mais
Por Misto Brasil – DF
O dólar à vista opera com alta perante o real nesta quarta-feira (14), com os investidores assimilando dados econômicos dos Estados Unidos e monitorando os atritos geopolíticos mais recentes, além da repercussão da nova pesquisa Genial/Quaest sobre o cenário eleitoral.
O dólar à vista fechou a sessão com alta perante o real, acima dos R$ 5,40, na contramão do recuo da moeda norte-americana ante boa parte das demais divisas no exterior, em uma sessão marcada pela suspensão do processamento dos vistos de brasileiros pelos EUA e por nova pesquisa eleitoral Genial/Quaest.
O Ibovespa (bolsa de valores) chega aos 165.105,08 pontos, superando os 165.035,97 pontos, de 5 de dezembro último.
Ações de Petrobras ganham mais de 2% e da Vale disparam mais de 4%; bancos também apresentam ganhos.
Itaú BBA projeta Ibovespa a 185 mil pontos em 2026 e destaca nove temas para acompanhar.
A estrategista-chefe da Nomad, Paula Zogbi, comentou que o dia foi de viés levemente negativo para ativos de risco lá fora e de performance relativamente melhor para Brasil.
O dólar em alta moderada, juros locais estáveis e Ibovespa em alta após duas sessões negativas, enquanto as bolsas americanas cederam, respondendo ao início da temporada de resultados, e à espera de mais sinais do Fed após o Livro Bege e dados recentes de atividade e inflação.
Nos EUA, o Treasury de 10 anos opera em torno de 4,1–4,2%, devolvendo parte da alta recente à medida que o mercado reforça apostas em cortes do Fed diante de dados de inflação e mercado de trabalho mais suaves, movimento que também sustenta a corrida por metais preciosos (ouro e prata em máximas históricas).
O JP Morgan descartou um novo corte nos juros dos Estados Unidos (EUA) na reunião de janeiro e agora prevê que o próximo movimento do Federal Reserve (Fed) será um aumento da taxa em 2027.
Segundo o banco, o relatório de emprego de dezembro reduziu as preocupações com um possível arrefecimento do mercado de trabalho no país, ao mostrar recuo da taxa de desemprego para 4,4%, ante 4,5%.
Diante desse cenário, a instituição afirma que já não espera um afrouxamento da política monetária na reunião de janeiro do Fed.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que sai da Pasta ainda em janeiro, segundo a jornalista Míriam Leitão, que o entrevistou nesta quarta-feira (14).
Segundo ela, Haddad declarou que quem for escolhido para lhe substituir deve assumir já o órgão para trabalhar o ano inteiro, tratando do Orçamento e do fiscal.
Segundo o relato de Míriam Leitão, o ministro ainda vai conversar com o presidente da República, Lula da Silva, sobre a data em que deixará a Pasta.
O ministro não confirmou que seu sucessor será o secretário-executivo, Dario Durigan, mas disse torcer por seu nº 2.
Haddad teria dito que Durigan também tem muito trânsito na Esplanada, assim como ele. (Com o InfoMoney, MoneyTimes e InvestNews)
